Um estudo recente revela um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados por povos e comunidades tradicionais no Brasil, substituindo dietas históricas e gerando preocupações de saúde pública.

Um estudo recente apontou um crescimento significativo no consumo de alimentos ultraprocessados entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, com a substituição de itens historicamente presentes em suas dietas. A pesquisa, liderada pela nutricionista Greyceanne Dutra Brito, analisou dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2015 a 2022, abrangendo 21 grupos tradicionais. Os resultados indicam um aumento no consumo de hambúrgueres e embutidos em crianças, adultos e idosos, enquanto o consumo de feijão e frutas frescas diminuiu entre gestantes adolescentes e adultas.
Essa mudança alimentar é atribuída a fatores como o acesso facilitado, o baixo custo e o apelo publicitário dos ultraprocessados. Especialistas alertam que o consumo frequente desses produtos pode resultar em deficiências nutricionais e no desenvolvimento de doenças crônicas. O estudo visa subsidiar políticas públicas focadas na promoção da alimentação saudável, incluindo a regulação e a educação alimentar, além de ressaltar a importância da garantia de territórios para o cultivo de alimentos próprios como medida essencial para reverter essa tendência.
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