O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou desde os anos 80, gerando custos bilionários para a saúde e a economia, e aumentando o risco de doenças crônicas.
O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou desde a década de 1980, atingindo 23% do total de calorias ingeridas pela população. Essa tendência tem gerado um impacto significativo na saúde pública e na economia do país, com estimativas de custos superiores a R$ 10 bilhões anuais e a possibilidade de evitar até 57 mil mortes por ano se o consumo fosse reduzido. O conceito de ultraprocessados e a classificação NOVA foram criados em 2009 pelo pesquisador Carlos Monteiro, da USP, em resposta à crescente preocupação com a obesidade e doenças crônicas.
Apesar dos riscos, a reforma tributária de 2023 não incluiu os ultraprocessados no imposto seletivo, com exceção das bebidas açucaradas. Especialistas defendem a implementação de políticas públicas mais robustas, como educação nutricional, estratégias regulatórias para a publicidade e políticas fiscais mais agressivas, para desestimular o consumo desses produtos, especialmente entre crianças, que são particularmente vulneráveis aos seus efeitos no desenvolvimento e na saúde a longo prazo.
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