CPI do Crime Organizado aprova convocações de Ibaneis, Cláudio Castro e Campos Neto
A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, além de reconvocar Roberto Campos Neto, para depor sobre suas possíveis relações com entidades investigadas e o combate ao crime organizado.
Pontos principais
- A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ).
- Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, foi reconvocado como testemunha qualificada após não comparecer a uma reunião anterior.
- Ibaneis Rocha será questionado sobre relações comerciais de seu escritório de advocacia com entidades investigadas e decisões do GDF sobre o BRB e Banco Master.
- Cláudio Castro deve depor sobre falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro e a infiltração criminosa no Rio de Janeiro.
- O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor dos requerimentos de convocação e relator da CPI.
- Pessoas convocadas são obrigadas a comparecer, mas podem buscar na Justiça o direito ao silêncio ou suspender o depoimento.
- A CPI também aprovou a convocação de Renato Dias de Brito Gomes e pedidos de quebra de sigilo, seguindo novas exigências do STF.
- As datas das oitivas serão definidas pela presidência da CPI.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ). Ambos renunciaram aos seus mandatos para concorrer ao Senado, o que os torna passíveis de convocação pela CPI. Além disso, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, foi reconvocado como testemunha qualificada, após não ter comparecido a uma sessão anterior para a qual estava previsto. Os requerimentos foram protocolados pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e as datas das oitivas serão definidas pela presidência da CPI.
A convocação de Cláudio Castro tem como objetivo investigar possíveis falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado no Rio de Janeiro, considerado um "laboratório" para essas dinâmicas. Já o pedido para Ibaneis Rocha busca apurar as relações comerciais de seu escritório de advocacia com entidades investigadas por fraude e lavagem de dinheiro, além de decisões do governo do Distrito Federal relacionadas ao BRB e negociações com o Banco Master. O escritório de Ibaneis teria vendido R$ 85,5 milhões em honorários e recebido R$ 25 milhões da J&F após liberar um serviço bancário para servidores do GDF.
Pessoas convocadas têm a obrigação de comparecer, mas podem recorrer à Justiça para obter o direito ao silêncio ou suspender o depoimento. A CPI também aprovou a convocação de Renato Dias de Brito Gomes e pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal, seguindo novas exigências do Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode ampliar o escopo da investigação.
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