Casa Branca e Irã divergem sobre progresso de negociações
Enquanto a Casa Branca afirma que negociações com o Irã progridem, autoridades iranianas, incluindo o presidente do Parlamento, as classificam como uma "piada mundial" e "grande erro".
Pontos principais
- A Casa Branca anunciou que as negociações com o Irã continuam e estão progredindo bem.
- A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a postura pública do Irã difere das comunicações privadas.
- O embaixador iraniano no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, chamou as negociações de "ilusão" e "piada mundial" devido às ações de Donald Trump.
- O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou as negociações com os EUA, classificando-as como um "grande erro" e alertando para retaliação a ataques.
- Donald Trump é acusado de renovar ameaças de ataques a infraestruturas iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
A Casa Branca informou que as negociações com o Irã estão progredindo de forma satisfatória, mesmo com a postura pública do país persa apresentando divergências em relação às comunicações privadas com autoridades norte-americanas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ressaltou que as "notícias falsas" e a retórica pública não refletem o verdadeiro andamento das conversas, enfatizando que o diálogo entre os Estados Unidos e o Irã continua ativo e com avanços significativos.
Em contraste, autoridades iranianas têm expressado ceticismo. O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, classificou as negociações como uma "ilusão" e "piada mundial", afirmando que a população iraniana pressiona o governo a não ceder às promessas dos EUA. Ghadiri acusou Donald Trump de dialogar "com ele mesmo" e de renovar ameaças de ataques a infraestruturas iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto. Somando-se a isso, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, ironizou as declarações de lideranças norte-americanas sobre as negociações, alertando que o inimigo comete um "grande erro" ao promover seus interesses e ameaçar o Irã, e que qualquer ataque resultará em retaliação. Ghalibaf é visto por EUA e Israel como um possível sucessor na liderança iraniana.
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