A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Vem Diesel em 27 de março de 2026, em 12 estados e no Distrito Federal, para fiscalizar postos de combustíveis e combater o aumento abusivo dos preços. A ação, que visa identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas e outras condutas prejudiciais ao consumidor, como a fixação de preços entre concorrentes, ocorre em um contexto de alta nos preços impulsionada pela guerra no Oriente Médio. Irregularidades que configurem crimes contra a ordem tributária, econômica ou relações de consumo serão investigadas pela PF.
A operação é coordenada pela Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis, composta pela PF, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e Agência Nacional do Petróleo (ANP). Agentes da PF, ANP e Procons executam as fiscalizações nas ruas. Desde 9 de março, 3.181 postos de gasolina e 236 distribuidoras foram fiscalizados em todo o país. A ANP lavrou 16 autos de infração contra distribuidoras por indícios de preço abusivo, incluindo um caso de aumento de 277% na margem bruta do diesel. Empresas como Alesat, Ipiranga e Raízen estão entre as autuadas e são objeto de processo administrativo pela ANP.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (Ibeps) aponta que as margens de lucro de empresas do setor subiram mais de 30% desde o início do conflito no Irã. Apesar das medidas governamentais, como a isenção de impostos federais sobre o diesel e o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, distribuidoras e postos têm elevado suas margens. Os estados, por sua vez, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o combustível, e uma nova reunião ministerial está prevista para debater propostas de compensação.
Agência Brasil - EBC • 27 mar, 10:15
InfoMoney • 27 mar, 10:46
G1 Política • 27 mar, 10:28
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