Um levantamento da Robert Half aponta que 58% dos recrutadores brasileiros já eliminaram candidatos por inconsistências em currículos, destacando as mentiras mais frequentes e o uso de IA.
Um estudo recente da Robert Half, que entrevistou 774 profissionais no Brasil, revelou que a maioria dos recrutadores (58%) já descartou candidatos por inconsistências em seus currículos. As distorções mais frequentes incluem o exagero de habilidades técnicas, a inflação da experiência profissional, a superestimação da proficiência em idiomas, a maquiagem dos motivos de saída de empregos anteriores e a inflação de conquistas. Embora 74% dos profissionais afirmem agir com transparência, 15% admitem ter feito ajustes em seus currículos e outros 10% consideraram a possibilidade, impulsionados pela pressão do mercado competitivo e pela urgência de recolocação.
O levantamento também aborda a crescente utilização de inteligência artificial na elaboração de currículos. Recrutadores conseguem identificar o uso excessivo de IA por meio de respostas mecânicas, inconsistências entre o currículo e a fala do candidato, dificuldade em sustentar respostas espontâneas e falta de profundidade. Marcela Esteves, diretora da Robert Half, alerta que a IA deve ser uma ferramenta de apoio e não substituir a experiência real do candidato, pois o distanciamento da realidade pode prejudicar a reputação do profissional.
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