Sabriiny Fogaça Lopes, uma mulher trans de 41 anos, ingressou na UFRRJ, marcando a superação de 25 anos de abandono escolar devido à transfobia e discriminação.
Sabriiny Fogaça Lopes, uma mulher trans de 41 anos, foi aprovada na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), 25 anos após ter abandonado os estudos devido a episódios de transfobia e agressões físicas na escola. Sua jornada de retorno à educação começou através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), motivada por amigos e pelo desejo de transformar sua história. Ela foi aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em duas ocasiões, optando pela Licenciatura em Educação Especial, e já foi eleita Diretora de Diversidade do Diretório Acadêmico.
O caso de Sabriiny destaca a importância da EJA e das políticas de inclusão no ensino superior, especialmente para a população trans. Dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) revelam que apenas 0,3% da população trans e travesti no Brasil acessa o ensino superior, com mais de 70% não concluindo o ensino médio. Embora 38 universidades públicas ofereçam cotas para pessoas trans, a Antra enfatiza a necessidade de políticas de permanência para garantir a conclusão dos cursos.
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