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Lutador iraniano é executado após condenação por protestos

O lutador iraniano Saleh Mohammadi, de 19 anos, foi executado na província de Qom, gerando condenação internacional e expondo a crise de direitos humanos no Irã.

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Foto: InfoMoney
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22/03 às 14:02

Pontos principais

  • Saleh Mohammadi, de 19 anos, foi executado no Irã junto a outros dois jovens, acusado de matar agentes de segurança durante protestos.
  • A condenação foi baseada na acusação de “moharebeh” (guerra contra Deus), termo usado contra opositores do regime iraniano.
  • Os Estados Unidos criticaram a execução, que ocorre em um cenário de tensão com o Irã, e já haviam solicitado a suspensão da pena.
  • Organizações como a Anistia Internacional denunciam irregularidades no processo, incluindo tortura e falta de defesa adequada.
  • Além de Mohammadi, outros 12 atletas iranianos de diversas modalidades permanecem detidos no país.

O lutador iraniano Saleh Mohammadi, de 19 anos, foi executado na província de Qom, junto a outros dois jovens, após ser condenado por envolvimento em protestos contra o regime. Os três foram acusados de matar agentes de segurança durante manifestações que começaram devido ao custo de vida e se tornaram um movimento nacional. A condenação, confirmada pelo Supremo Tribunal do Irã, baseou-se na acusação de “moharebeh” (guerra contra Deus), termo frequentemente usado contra opositores.

A execução gerou condenação internacional, com os Estados Unidos criticando a ação e organizações como a Anistia Internacional denunciando irregularidades no processo, como tortura e falta de defesa. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Luta (UWW) se manifestaram discretamente após pressão da imprensa. A situação de Mohammadi destaca a preocupação com os direitos humanos no Irã, especialmente para atletas, com outros 12 esportistas iranianos permanecendo detidos.

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