Roteirista iraniano indicado ao Oscar é preso após criticar o regime
O roteirista iraniano Mehdi Mahmoudian, indicado ao Oscar, foi preso em Teerã após assinar uma carta criticando a repressão do regime e o uso de força letal contra manifestantes.
Pontos principais
- Mehdi Mahmoudian, roteirista do filme "Foi Apenas um Acidente", foi preso em Teerã em 31 de janeiro.
- A prisão ocorreu após Mahmoudian assinar uma declaração condenando o aiatolá Ali Khamenei e a repressão violenta a manifestantes, incluindo o uso de munição real.
- O filme "Foi Apenas um Acidente" concorre a duas categorias no Oscar 2026, incluindo Melhor Roteiro Original, e é o indicado da França para Melhor Filme Internacional.
- Jafar Panahi, diretor e co-roteirista do filme, também signatário da declaração, divulgou um comunicado em apoio a Mahmoudian, descrevendo-o como ativista dos direitos humanos.
- O filme, que aborda a história de ex-condenados pelo regime iraniano, foi feito clandestinamente no Irã e está em cartaz nos cinemas brasileiros.
O roteirista iraniano Mehdi Mahmoudian, cujo trabalho no filme "Foi Apenas um Acidente" lhe rendeu uma indicação ao Oscar, foi detido em Teerã em 31 de janeiro. A prisão ocorre em um momento crítico, poucas semanas antes da cerimônia do Oscar, onde seu filme representa a França na categoria de Melhor Filme Internacional e concorre também a Melhor Roteiro Original. Mahmoudian foi preso após assinar uma declaração pública que condenava a repressão violenta do regime iraniano contra manifestantes, dirigida ao aiatolá Ali Khamenei, denunciando o "assassinato em massa e sistemático de cidadãos" e o uso de munição real.
O diretor do filme, Jafar Panahi, que também assinou a declaração e já enfrentou prisões por "atividades de propaganda contra o sistema", emitiu um comunicado condenando a prisão de Mahmoudian e o descrevendo como um ativista dos direitos humanos e prisioneiro de consciência. "Foi Apenas um Acidente", que aborda a história de ex-condenados pelo regime iraniano, foi produzido clandestinamente no Irã e está em cartaz nos cinemas brasileiros, destacando as dificuldades enfrentadas por artistas no país e a relevância de suas obras em um contexto de censura e repressão.
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