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MPF abre inquérito contra deputada por 'blackface' e transfobia na Alesp

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de inquérito contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por racismo e transfobia, e investiga fraude em autodeclaração racial.

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Foto: InfoMoney
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31/03 às 15:03

Pontos principais

  • O MPF ordenou inquérito contra Fabiana Bolsonaro por "blackface" e discurso transfóbico na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
  • A deputada se pintou de marrom e criticou a deputada federal Erika Hilton, afirmando que mulheres trans não são mulheres.
  • Fabiana Bolsonaro se declarou parda em 2022 para a Justiça Eleitoral, recebendo recursos para candidatos negros, mas se disse branca em discurso e eleição anterior.
  • A defesa da deputada nega ilegalidades, alegando que o registro de candidatura foi analisado e que ela possui ascendência negra e indígena.
  • O Conselho de Ética da Alesp e o Ministério Público de São Paulo também investigam a deputada por racismo, transfobia e misoginia.

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de inquérito contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por acusações de racismo e transfobia. A investigação foi motivada por um incidente na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde a deputada realizou um "blackface" e proferiu um discurso considerado transfóbico. Durante a sessão, Fabiana Bolsonaro se pintou de marrom enquanto criticava a deputada federal Erika Hilton, afirmando que mulheres trans não são mulheres.

Além das acusações de racismo e transfobia, o MPF também investiga uma possível fraude na autodeclaração racial da deputada. Em 2022, Fabiana Bolsonaro se declarou parda à Justiça Eleitoral, o que a habilitou a receber recursos do fundo eleitoral destinados a candidatos negros. No entanto, em seu discurso na Alesp e em uma eleição anterior, ela se identificou como branca. A defesa da deputada nega as ilegalidades, argumentando que o registro de sua candidatura já foi analisado e que ela possui ascendência negra e indígena. O Conselho de Ética da Alesp e o Ministério Público de São Paulo também abriram investigações sobre o caso.

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