Quilombo Eva Maria de Jesus será o primeiro tombado pelo Iphan
O Quilombo Eva Maria de Jesus, em Campo Grande (MS), será o primeiro a ser tombado pelo Iphan, marcando um precedente histórico para a reparação e reconhecimento de territórios quilombolas no Brasil.
Pontos principais
- A Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, será o primeiro quilombo tombado no Brasil.
- O tombamento será oficializado durante a 112ª Reunião do Conselho Consultivo do Iphan.
- O presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou o tombamento como um gesto de reparação histórica e prometeu reconhecimento a outros territórios quilombolas.
- A arquiteta Rayssa Almeida Silva, moradora da comunidade, participou do processo e vê a medida como um legado para o futuro e homenagem aos ancestrais.
- O quilombo foi fundado pela benzedeira e alforriada Eva Maria de Jesus (Tia Eva), consolidando-se como um marco da resistência negra no Mato Grosso do Sul.
O Quilombo Eva Maria de Jesus, localizado em Campo Grande (MS), será o primeiro a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um marco significativo para a preservação da memória e cultura afro-brasileira. A oficialização ocorrerá durante a 112ª Reunião do Conselho Consultivo do Iphan, inaugurando o Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos. Este reconhecimento é visto como um gesto de reparação histórica, conforme ressaltou o presidente do Iphan, Leandro Grass, que também indicou que outros territórios quilombolas receberão o mesmo tratamento.
Fundado pela benzedeira e alforriada Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, o quilombo representa um símbolo de resistência negra no Mato Grosso do Sul. O processo de tombamento foi guiado pela Portaria Iphan nº 135/2023, que estabeleceu um procedimento específico e um Livro do Tombo dedicado aos quilombos, valorizando princípios antirracistas e reconhecendo a luta contra a escravização e a discriminação histórica. A arquiteta Rayssa Almeida Silva, moradora da comunidade, participou ativamente do processo, destacando a importância da medida como um legado para as futuras gerações e uma homenagem aos ancestrais.
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