Assessor de Trump é barrado no Brasil após buscar reunião com Nunes Marques
Um assessor de Donald Trump, Darren Beattie, foi impedido de entrar no Brasil após tentar se reunir com o ministro Nunes Marques sobre eleições e visitar Jair Bolsonaro, levantando preocupações de interferência externa.
Pontos principais
- Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump para o Brasil, buscou reunião com o ministro do STF Kassio Nunes Marques para discutir o processo eleitoral brasileiro.
- A reunião com Nunes Marques não ocorreu e não deve mais acontecer após a proibição de entrada de Beattie no Brasil.
- O presidente Lula proibiu a entrada de Beattie no país por reciprocidade diplomática, após o cancelamento de vistos de ministros do STF e membros do governo brasileiro pelos EUA.
- A viagem de Beattie já havia gerado tensão, com Alexandre de Moraes revogando uma autorização para visita a Jair Bolsonaro na Papuda.
- O chanceler Mauro Vieira expressou preocupação com a visita de um funcionário estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral, classificando-a como possível ingerência.
Darren Beattie, conselheiro do ex-presidente dos EUA Donald Trump para o Brasil, foi barrado no país após tentar se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques para discutir o processo eleitoral brasileiro. A reunião, que havia sido inicialmente acordada por Nunes Marques, foi cancelada e não deve mais ocorrer. A proibição de entrada de Beattie foi determinada pelo presidente Lula, em medida de reciprocidade diplomática, após o cancelamento de vistos de ministros do STF e membros do governo brasileiro pelos EUA.
A viagem de Beattie já havia causado tensões, com o ministro Alexandre de Moraes revogando uma autorização para que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda. O Itamaraty informou que o visto de Beattie era para o Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos e reuniões oficiais, não incluindo a visita a Bolsonaro. O chanceler Mauro Vieira manifestou preocupação com a visita de um funcionário estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral, classificando-a como possível ingerência. O governo Lula teme que a aproximação entre a gestão Trump e o bolsonarismo seja usada para pressionar instituições brasileiras e influenciar as eleições de 2026.
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