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Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro e nega mudança de data

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita de Darren Beattie, assessor sênior de Donald Trump, a Jair Bolsonaro na prisão, mas negou o pedido da defesa para alterar a data.

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Foto: InfoMoney
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10/03 às 20:01 · atualizado 11/03 às 14:01

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita de Darren Beattie, assessor sênior de Donald Trump, a Jair Bolsonaro na prisão.
  • A visita está agendada para 18 de março, das 8h às 10h, com a presença de um intérprete.
  • A defesa de Bolsonaro solicitou a Moraes que a visita ocorresse em 16 ou 17 de março, fora do calendário habitual, devido à agenda de Beattie.
  • Moraes negou o pedido de alteração de data, afirmando que não há previsão legal para mudar o dia de visitação e que os visitantes devem se adequar ao regime prisional.
  • Beattie é diretor interino de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA e responsável por políticas relacionadas ao Brasil.
  • Ele criticou publicamente Moraes em 2025, acusando-o de censura e perseguição a Bolsonaro, o que gerou tensões diplomáticas.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado no 19° Batalhão da PM, em Brasília, desde 15 de janeiro.
  • As visitas ao ex-presidente são normalmente agendadas para quartas e sábados, conforme as regras da unidade prisional.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A visita está agendada para 18 de março, das 8h às 10h, e incluirá a presença de um intérprete. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde está preso desde 15 de janeiro.

O pedido inicial da defesa de Bolsonaro solicitava que a visita ocorresse em 16 ou 17 de março, fora do calendário habitual de visitas da prisão, devido à agenda de Beattie no Brasil. Beattie, que atua como diretor interino do setor de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA e é responsável por políticas americanas relacionadas ao Brasil, tem um histórico de declarações controversas. Moraes, no entanto, negou a alteração da data, afirmando que não há previsão legal para mudar o dia de visitação e que os visitantes devem se adequar ao regime prisional, que estabelece quartas e sábados para visitas ao ex-presidente.

A autorização da visita ocorre em meio a tensões diplomáticas preexistentes. Beattie criticou publicamente o ministro Alexandre de Moraes em 2025, chamando-o de "principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro". Na ocasião, o governo Trump impôs sanções contra Moraes, alegando detenções arbitrárias e restrição à liberdade de expressão. A agenda de Beattie no Brasil inclui um evento sobre minerais críticos em São Paulo.

Recentemente, a Primeira Turma do STF manteve a decisão de Moraes que negou o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente. Moraes afirmou que as condições da Papudinha são adequadas e que Bolsonaro tem recebido muitas visitas e atendimentos médicos, o que corrobora a adequação do local de detenção.

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