Milhares de mulheres protestaram globalmente no Dia Internacional da Mulher de 2025 e 2026, exigindo o fim da violência de gênero, mais direitos e políticas públicas, em meio ao aumento de feminicídios e críticas ao imperialismo.
No Dia Internacional da Mulher de 2025 e 2026, milhares de mulheres se reuniram em diversas cidades brasileiras e globalmente para protestar contra a violência de gênero, exigir mais direitos e criticar políticas governamentais. Em 2025, no Rio de Janeiro, em Copacabana e na Avenida Atlântica, a marcha clamou por políticas públicas eficazes e o fim da escala de trabalho 6x1, com coletivos feministas lendo um manifesto que incluía a criminalização de grupos de ódio e o aumento das licenças parentais. Em São Paulo, milhares de mulheres marcharam na Avenida Paulista, apesar da forte chuva, com pautas semelhantes, incluindo o fim da violência contra a mulher e do feminicídio, além da defesa da aprovação de um projeto de lei para tipificar a misoginia como crime. Em Belo Horizonte, 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, simbolizando as vítimas de feminicídio em Minas Gerais.
Em Brasília, centenas de mulheres se manifestaram com o lema "Parem de Nos Matar", protestando contra o feminicídio e a violência de gênero, direcionando críticas ao Governo do Distrito Federal (GDF) e à falta de recursos para políticas públicas de proteção às mulheres. A manifestação também abordou a pauta do fim da escala de trabalho 6x1 e incluiu pautas internacionais, como a denúncia do imperialismo dos EUA no Irã, Cuba e Venezuela, e a ação israelense na Palestina. A artista plástica Daniela Iguizzi expôs a obra "Medo", simbolizando a insegurança feminina. Os protestos em outras cidades brasileiras, como Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Belém, e globalmente, em Santiago (Chile), Atenas (Grécia), Madri (Espanha), Kiev (Ucrânia) e Lima (Peru), reforçaram a pressão por mudanças legislativas e sociais.
O Dia Internacional da Mulher de 2026 continuou a mobilização, com atos e manifestações em todo o Brasil, focando na denúncia da violência contra as mulheres e o feminicídio. Outros temas incluíram críticas ao imperialismo dos EUA, defesa da soberania e da democracia, e a defesa pelo fim da escala de trabalho 6x1, atualmente em debate no Parlamento. A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) foi uma das organizações por trás dos atos, destacando a exploração das mulheres pelo capitalismo, patriarcado e racismo, e mencionando a situação das mulheres no Brasil, Gaza, Cuba e Venezuela, que enfrentam guerras e ameaças a direitos.
O número de feminicídios no Brasil atingiu um recorde em 2025, com 1.470 casos segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, e 1.568 vítimas segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse aumento intensifica a urgência das reivindicações e a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir a segurança e a dignidade das mulheres em todo o mundo, tornando as manifestações dos dois anos cruciais para a conscientização e a busca por mudanças.
Agência Brasil - EBC • 8 mar, 18:17
Agência Brasil - EBC • 8 mar, 17:34
Agência Brasil - EBC • 8 mar, 17:41