Um relatório recente da ONU Mulheres, em parceria com outras organizações, destaca um crescimento preocupante da violência online direcionada a mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia. Os dados revelam que 12% das entrevistadas, incluindo defensoras de direitos humanos e comunicadoras públicas, tiveram imagens pessoais compartilhadas sem consentimento. Além disso, 6% foram vítimas de deepfakes, e quase um terço recebeu investidas sexuais não solicitadas digitalmente.
As consequências dessa violência são severas, com 41% das mulheres se autocensurando nas redes sociais e 19% em seu trabalho profissional. Entre jornalistas e trabalhadoras da mídia, a autocensura nas redes sociais aumentou 50% desde 2020, e 22% no ambiente de trabalho. A saúde mental também é gravemente afetada, com 24,7% das jornalistas diagnosticadas com ansiedade ou depressão e 13% com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) devido a esses ataques. Kalliopi Mingerou, da ONU Mulheres, alerta que a inteligência artificial facilita e intensifica o abuso, enquanto menos de 40% dos países possuem legislação específica para combater o assédio virtual contra mulheres.
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