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Violência online contra jornalistas mulheres cresce, aponta ONU Mulheres

Um relatório da ONU Mulheres e parceiros revela um aumento alarmante da violência online contra mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia, com impactos na saúde mental e autocensura.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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01/05 às 16:01

Pontos principais

  • 12% das mulheres defensoras de direitos humanos, ativistas, jornalistas e comunicadoras públicas relataram compartilhamento não consensual de imagens pessoais.
  • A autocensura entre jornalistas e trabalhadoras da mídia aumentou 50% nas redes sociais e 22% no trabalho desde 2020.
  • 24,7% das jornalistas e trabalhadoras da mídia foram diagnosticadas com ansiedade ou depressão e 13% com TEPT devido à violência online.
  • A denúncia de incidentes de violência online à polícia por jornalistas dobrou de 2020 para 2025 (de 11% para 22%).
  • Menos de 40% dos países possuem leis para proteger mulheres contra assédio virtual, e a IA torna o abuso mais fácil e prejudicial.

Um relatório recente da ONU Mulheres, em parceria com outras organizações, destaca um crescimento preocupante da violência online direcionada a mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia. Os dados revelam que 12% das entrevistadas, incluindo defensoras de direitos humanos e comunicadoras públicas, tiveram imagens pessoais compartilhadas sem consentimento. Além disso, 6% foram vítimas de deepfakes, e quase um terço recebeu investidas sexuais não solicitadas digitalmente.

As consequências dessa violência são severas, com 41% das mulheres se autocensurando nas redes sociais e 19% em seu trabalho profissional. Entre jornalistas e trabalhadoras da mídia, a autocensura nas redes sociais aumentou 50% desde 2020, e 22% no ambiente de trabalho. A saúde mental também é gravemente afetada, com 24,7% das jornalistas diagnosticadas com ansiedade ou depressão e 13% com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) devido a esses ataques. Kalliopi Mingerou, da ONU Mulheres, alerta que a inteligência artificial facilita e intensifica o abuso, enquanto menos de 40% dos países possuem legislação específica para combater o assédio virtual contra mulheres.

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