STF julga deputados do PL por propina em emendas parlamentares
A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de três deputados federais do PL e um suplente, acusados de corrupção passiva e organização criminosa por cobrança de propina em emendas.
Pontos principais
- Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) são os deputados federais acusados.
- A PGR acusa os parlamentares de cobrarem R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas para São José de Ribamar (MA).
- Além dos políticos, outras cinco pessoas ligadas a eles também são réus no processo.
- O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin e está sendo julgado pela Primeira Turma do STF.
- As defesas dos acusados alegam fragilidade das provas e ilegalidade na obtenção das evidências, com a defesa do Pastor Gil negando as acusações.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento de três deputados federais do Partido Liberal (PL) e um suplente, acusados de corrupção passiva e organização criminosa. Os parlamentares Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), Gildenemir de Lima Sousa (Pastor Gil, PL-MA) e o ex-deputado João Bosco da Costa (PL-SE) são investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente cobrarem R$ 1,6 milhão em propina. O valor estaria vinculado à liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
O processo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, também inclui outras cinco pessoas como réus: Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. As defesas dos acusados contestam as alegações, argumentando que as provas apresentadas são frágeis e que houve ilegalidades na forma como as evidências foram obtidas. A defesa do Pastor Gil nega as acusações, enquanto a de Josimar Maranhãozinho não se pronunciou e a de Bosco Costa não respondeu. A votação será iniciada após as sustentações orais, com a participação dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
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