A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março apresentou um manifesto ao governo federal, reivindicando direitos e protestando contra a escala 6x1, imperialismo e violência global.
A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, que congrega 42 organizações feministas, entregou um manifesto ao governo federal detalhando suas reivindicações. O documento aborda uma série de questões cruciais, desde a garantia de direitos básicos e a legalização do aborto até a crítica ao imperialismo e à violência global. As militantes denunciam as interferências dos Estados Unidos em outras nações, classificando-as como formas de dominação colonial que intensificam a exploração e a precarização, especialmente da mulher trabalhadora.
O manifesto também destaca a luta pelos direitos de mulheres trabalhadoras, negras, indígenas, LGBTQIA+, mães solo e mulheres com deficiência. Entre as pautas, estão o combate ao racismo, à violência policial, à intolerância religiosa, à insegurança alimentar e à precarização no mercado de trabalho, com ênfase na escala 6x1. A crise climática é apontada como parte do modelo de exploração, e a taxação de grandes fortunas é defendida para a construção de um Brasil mais justo. O movimento planeja 34 manifestações em diversos municípios entre 6 e 9 de março, com o principal ato ocorrendo em São Paulo no Dia Internacional da Mulher.