Empresas estão concedendo bônus milionários e pacotes de retenção a executivos que não são escolhidos para o cargo de CEO, visando evitar a perda de talentos de alto nível e conhecimento institucional.
Uma tendência crescente no mundo corporativo revela que executivos de alto escalão que não são selecionados para o cargo de CEO estão recebendo bônus milionários e pacotes de retenção substanciais. Essa prática visa evitar a perda de talentos cruciais, que detêm conhecimento institucional valioso e relações profundas com as empresas. Exemplos notáveis incluem a Walt Disney Company, que concedeu a Dana Walden um pacote de ações de US$ 5,26 milhões e uma remuneração anual de US$ 27 milhões após ela não ser escolhida como CEO, e o Morgan Stanley, que pagou bônus especiais de US$ 20 milhões a executivos que foram vice-campeões na disputa pelo cargo principal.
Esses pacotes de retenção, embora eficazes por um período limitado de dois a três anos, são considerados essenciais para manter a estabilidade e a continuidade da liderança. Um relatório da consultoria FW Cook sugere que o valor ideal para esses bônus, variando entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões, está associado a uma maior permanência dos executivos. A concessão desses pacotes é ainda mais provável quando as empresas optam por CEOs externos, mitigando a preocupação com um possível êxodo de talentos internos.