A primeira-dama Janja da Silva, que revelou ter sofrido assédio, defende mudança cultural e união dos Três Poderes para combater o recorde de 1.470 feminicídios no Brasil.
A primeira-dama Janja da Silva revelou ter sido assediada duas vezes durante o atual mandato do presidente Lula, mesmo contando com equipe de segurança, ressaltando a vulnerabilidade feminina à violência. A declaração ocorre em um contexto de preocupação com o aumento do feminicídio no Brasil, que registrou um recorde de 1.470 casos em 2025. Janja defende que o combate a esse crime exige uma profunda mudança cultural e a união de esforços dos Três Poderes, destacando a importância da participação masculina na pauta.
Com o objetivo de ampliar a discussão sobre o tema, Janja levará a pauta de combate ao feminicídio para a 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) da ONU, em Nova York. A iniciativa segue a assinatura do "Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio" pelos Três Poderes, um acordo considerado inédito globalmente. A primeira-dama também ressaltou a necessidade de melhorar o monitoramento de agressores e combater discursos de ódio disseminados nas redes sociais. Em um esforço conjunto, a TV Brasil, em parceria com a No More Foundation, Unesco e CBF, lançará a campanha "Feminicídio Nunca Mais" no Cristo Redentor.
InfoMoney • 3 mar, 21:51
Agência Brasil - EBC • 3 mar, 18:29
G1 Política • 3 mar, 19:12