As bolsas de Nova York registraram quedas significativas na sexta-feira, com o Dow Jones entrando em território de correção, e o Nasdaq já tendo feito o mesmo na sessão anterior. A aversão a risco foi intensificada por preocupações inflacionárias, exacerbadas pela escalada do conflito no Oriente Médio, que levou os preços do petróleo a se aproximarem de US$ 110 por barril. Os ataques israelenses a complexos nucleares e usinas de aço no Irã, e a promessa de retaliação iraniana, agravaram a tensão geopolítica. Esse cenário, somado às declarações de dirigentes do Federal Reserve sobre o impacto da inflação na política monetária, contribuiu para a queda de ações de tecnologia como Nvidia, Amazon, Tesla e Meta. Mercados globais, incluindo bolsas de Nova York, Europa e Ásia, operaram em baixa, refletindo a percepção de que a redução das tensões no Oriente Médio está distante, mesmo com a decisão do presidente Donald Trump de estender a pausa nos ataques à infraestrutura energética do Irã.
Em contraste, no Brasil, o Ibovespa encerrou a semana com alta de 3,03%, interrompendo uma sequência de perdas, apesar da queda de 0,64% na sexta-feira. O dólar também recuou 1,27%, fechando a R$ 5,241, mesmo com o fortalecimento da moeda no exterior, embora tenha iniciado a sexta-feira em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,2654, influenciado por fatores internos e externos. A valorização do petróleo, impulsionada pela falta de avanços nas negociações entre EUA e Irã, beneficiou ações do setor de energia. No cenário doméstico, a prévia da inflação de março (IPCA-15) subiu 0,44%, acima do esperado, com aumento de preços em todos os grupos pesquisados pelo IBGE, e a expectativa por dados de desemprego e setor externo pode impactar as expectativas sobre a atividade econômica. O Banco Central injetou US$ 2 bilhões no mercado de câmbio na semana.
Agência Brasil - EBC • 27 mar, 19:14
InfoMoney • 27 mar, 17:37
G1 - Economia • 27 mar, 09:00
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