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Ações da Raízen caem 13% após Cosan e Shell encerrarem negociações de capitalização

As ações da Raízen despencaram 13% após o fracasso das negociações de capitalização entre Cosan e Shell, que não chegaram a um acordo, apesar do compromisso da Shell em injetar R$3,5 bilhões.

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Foto: InfoMoney
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04/03 às 07:01 · atualizado 19:02

Pontos principais

  • As negociações para a capitalização da Raízen foram encerradas sem acordo entre os coproprietários Cosan e Shell.
  • As ações da Raízen (RAIZ4) registraram queda de 13,04% após o anúncio do fracasso das conversas.
  • A Shell mantém o compromisso de injetar R$3,5 bilhões na Raízen, mesmo sem o acordo de capitalização.
  • A Cosan não conseguiu igualar o apoio financeiro da Shell, tendo suas propostas rejeitadas.
  • Fundos do BTG Pactual também se retiraram das negociações por discordarem dos termos propostos pela Shell.
  • A Raízen enfrenta prejuízos e um aumento da dívida líquida para R$55,3 bilhões, alertando sobre incertezas em sua capacidade de operar.
  • Analistas do Bradesco BBI sugerem que uma reestruturação com participação de diversas partes interessadas será necessária para a Raízen.

As negociações para a capitalização da Raízen foram encerradas após a Cosan e a Shell, coproprietárias da empresa, não chegarem a um consenso, impactando negativamente o mercado. As ações da Raízen (RAIZ4) despencaram 13,04% após o anúncio. A Shell havia se comprometido a injetar R$3,5 bilhões na Raízen e mantém a intenção de realizar o aporte, mas a Cosan não conseguiu igualar o apoio financeiro, tendo algumas de suas propostas rejeitadas. Essa falta de acordo levou também à retirada de fundos administrados pelo Banco BTG Pactual das discussões, devido a divergências sobre os termos propostos pela Shell.

O fracasso nas negociações ocorre em um momento crítico para a Raízen, que tem enfrentado prejuízos e um aumento substancial de sua dívida líquida, atingindo R$55,3 bilhões. A empresa alertou em fevereiro sobre uma "incerteza significativa" quanto à sua capacidade de continuar operando. Analistas do Bradesco BBI sugerem que uma reestruturação com a participação de diversas partes interessadas será necessária para o futuro da gigante do setor de energia.

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