Ali Khamenei, de 86 anos, consolidou-se como a figura central do poder no Irã ao longo de 35 anos como líder supremo. Desde sua ascensão em 1989, ele reestruturou o Estado iraniano, criando estruturas paralelas como a Guarda Revolucionária para garantir seu controle político e religioso. Sua influência se estende para além das fronteiras, com o apoio a grupos como Hezbollah, Hamas e Houthis, que compõem o chamado "Eixo da Resistência", uma estratégia para confrontar Israel e expandir a influência iraniana na região. Sua ascensão ao poder foi surpreendente, dada a falta de qualificação inicial para suceder Ruhollah Khomeini, mas ele governou com mão de ferro, anulando decisões presidenciais e demitindo membros do governo.
Internamente, Khamenei enfrentou e reprimiu severamente diversas ondas de protestos, como a Onda Verde de 2009 e as manifestações de 2022 após a morte de Mahsa Amini. Atualmente, ele lida com uma escalada de conflitos com os Estados Unidos e Israel, que tem intensificado ataques contra o programa nuclear e líderes militares iranianos. A questão de sua sucessão, dada sua idade e os desafios geopolíticos, tornou-se um tema central na política iraniana, com facções internas aguardando o futuro. Sua política de afastar conflitos das fronteiras do Irã mudou com o enfraquecimento de seus aliados e os ataques israelenses, resultando em um erro de cálculo. A popularidade do regime caiu devido à economia cambaleante e sanções ocidentais, agravadas pelos recentes ataques, e há relatos de que Khamenei teria morrido em ataques conjuntos dos EUA e Israel, embora o governo iraniano não confirme.
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