CIA busca espiões no Irã em meio a tensões com Trump e programa nuclear
A CIA publicou instruções em farsi nas redes sociais para recrutar espiões no Irã, em um momento de escalada das tensões e ameaças de Donald Trump sobre o programa nuclear iraniano.
Pontos principais
- A CIA divulgou instruções em farsi nas redes sociais para iranianos interessados em contatar o serviço de espionagem de forma segura.
- A iniciativa ocorre em meio ao envio de reforços militares dos EUA ao Oriente Médio e ameaças de Donald Trump de atacar o Irã se negociações nucleares falharem.
- Trump declarou que não permitirá que o Irã obtenha armas nucleares, classificando o país como o maior patrocinador do terrorismo.
- A agência orienta o uso de dispositivos novos e descartáveis, VPNs confiáveis (fora de Rússia, Irã ou China) ou a rede Tor para garantir segurança e anonimato.
- A CIA solicita informações como localização, nome, cargo e acesso a dados ou habilidades de interesse, replicando estratégia já usada na China.
A Agência Central de Inteligência (CIA) iniciou uma campanha de recrutamento de espiões no Irã, divulgando instruções detalhadas em farsi nas redes sociais. A ação ocorre em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, marcado pelo envio de reforços militares dos Estados Unidos e pelas ameaças do presidente Donald Trump de um possível ataque ao país persa caso as negociações sobre seu programa nuclear não avancem. Trump tem sido enfático ao afirmar que não permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares, classificando a nação como o principal patrocinador do terrorismo global.
Para garantir a segurança e o anonimato dos potenciais contatos, a CIA orienta o uso de dispositivos novos e descartáveis, redes privadas virtuais (VPNs) confiáveis – com a ressalva de evitar provedores sediados na Rússia, Irã ou China – ou a rede Tor. A agência solicita que os interessados forneçam dados como sua localização, nome, cargo e informações sobre seu acesso a dados ou habilidades que possam ser de interesse. Essa estratégia de recrutamento já foi empregada pela CIA para atrair espiões na China, visando militares insatisfeitos.
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