Nunes e Tarcísio criticam CEO da Enel por fala sobre apagões; empresa descarta venda e anuncia investimentos
Prefeito Ricardo Nunes e governador Tarcísio de Freitas criticam CEO da Enel por culpar arborização pelos apagões, enquanto a empresa descarta venda em SP e anuncia investimentos.
Pontos principais
- Flavio Cattaneo, CEO da Enel, descartou a venda da concessão em São Paulo e atribuiu apagões a quedas de árvores, afirmando que apenas 'Jesus Cristo' resolveria o problema nessas condições.
- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rebateu Cattaneo, chamando a declaração de 'cara de pau' e 'deboche', e afirmou que nem 'Jesus Cristo' salvaria a Enel.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a fala de Cattaneo como 'blasfêmia' e questionou a capacidade da Enel de prestar um serviço adequado, sugerindo que a empresa admita sua incapacidade.
- A Enel está sob escrutínio da Aneel, que discute a caducidade do contrato em São Paulo, com divergências entre diretores sobre o prazo para análise.
- A empresa planeja investir 53 bilhões de euros globalmente até 2028, com foco em redes de energia e geração renovável, e 25,3 bilhões de reais no Brasil, sendo 24 bilhões para distribuição.
- Um laudo da Enel indicou que apenas 9 das 145 árvores caídas no apagão de dezembro de 2025 em SP tinham risco, contrariando a justificativa da empresa.
- A Enel reportou uma redução de 50% no tempo médio de atendimento (TMA) em São Paulo, de 832 para 434 minutos, e busca diálogo com autoridades.
O CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, reiterou que a empresa não venderá sua concessão em São Paulo, apesar do processo de caducidade em andamento. Cattaneo atribuiu os frequentes apagões na capital paulista à queda de árvores sobre a fiação, chegando a afirmar que apenas "Jesus Cristo" resolveria a situação nessas condições, e destacou a responsabilidade da prefeitura pela poda. A Enel argumenta que a Aneel não deve considerar o apagão de dezembro na análise da caducidade, citando pareceres que consideram tal inclusão ilegal e inconstitucional.
Em resposta, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou duramente a declaração de Cattaneo, classificando-a como "cara de pau" e "deboche". Nunes afirmou que a empresa é incompetente e que nem "Jesus Cristo" a salvaria. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se manifestou, classificando a menção a Jesus Cristo como "blasfêmia" e questionando a capacidade da Enel de realizar os investimentos necessários e prestar um serviço de qualidade, sugerindo que a empresa admita publicamente sua incapacidade. Um laudo da própria Enel, no entanto, apontou que apenas 9 das 145 árvores caídas no apagão de dezembro de 2025 em São Paulo tinham risco, contrariando a justificativa da empresa.
Paralelamente, a Enel anunciou um ambicioso plano de investimentos globais de 53 bilhões de euros até 2028, com foco em redes de energia e geração renovável. No Brasil, a empresa planeja investir 25,3 bilhões de reais, sendo 24 bilhões destinados à distribuição de energia em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A Enel mencionou que já apresentou às autoridades as melhorias no serviço em São Paulo, indicando uma redução de 50% no tempo médio de atendimento (TMA), de 832 para 434 minutos, e busca um diálogo com as autoridades para encontrar uma solução definitiva e justa para os problemas de infraestrutura e concessões.
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