O CEO da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que a empresa não venderá sua concessão em São Paulo, apesar do processo de caducidade, e discute soluções para os apagões.
O CEO da Enel, Flavio Cattaneo, informou que a empresa não tem planos de vender sua concessão de distribuição de energia em São Paulo, apesar dos desafios e do processo de caducidade em andamento. Cattaneo expressou confiança na posição jurídica da Enel e destacou que a empresa está em "boas discussões" para encontrar uma solução definitiva para os frequentes apagões na capital paulista, apontando a rede elétrica aérea e a queda de árvores como os principais problemas. A Enel argumenta que a Aneel não deve considerar o apagão de dezembro na análise da caducidade, citando pareceres que consideram tal inclusão ilegal e inconstitucional.
Paralelamente, a Enel anunciou um ambicioso plano de investimentos globais de 53 bilhões de euros até 2028, com foco em redes de energia e geração renovável. A empresa espera acelerar investimentos em energias limpas, destinando cerca de 20 bilhões de euros para essa área, e projeta um aumento no lucro por ação e nos dividendos até 2028, além de um programa de recompra de ações de 1 bilhão de euros.