Gilmar Mendes saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, afirmando que sua atuação no caso Banco Master observa o devido processo legal, enquanto Fachin defende código de ética.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público defender o colega Dias Toffoli, que tem sido alvo de críticas por sua atuação como relator no inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Mendes afirmou que a conduta de Toffoli observa o devido processo legal e que sua permanência no caso foi reconhecida como regular pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As suspeitas de conflito de interesse atribuídas a Toffoli incluem decisões que teriam interferido no trabalho da Polícia Federal e relações com investigados, como a compra de um resort por um cunhado de Daniel Vorcaro, um dos banqueiros envolvidos, e uma viagem em jatinho com o advogado do banco.
Em meio à polêmica, o presidente do STF, Edson Fachin, evitou avaliar condutas individuais de ministros, mas defendeu a criação de um código de ética para as Cortes superiores. Fachin indicou que o debate sobre o código ganhou força após as suspeitas envolvendo Toffoli e que há uma maioria favorável à sua adoção. A investigação sobre o Banco Master, que tramita no STF devido à citação de um deputado federal com foro privilegiado, apura a concessão de créditos falsos que podem somar até R$ 17 bilhões, conforme a Operação Compliance Zero deflagrada pela PF.
Agência Brasil - EBC • 26 jan, 18:03
InfoMoney • 26 jan, 14:54
G1 Política • 26 jan, 13:33