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Gilmar Mendes defende Toffoli em meio a críticas sobre caso Banco Master

Gilmar Mendes saiu em defesa do ministro Dias Toffoli, afirmando que sua atuação no caso Banco Master observa o devido processo legal, enquanto Fachin defende código de ética.

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Foto: InfoMoney
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27/01 às 21:54 · atualizado 28/01 às 09:07

Pontos principais

  • Gilmar Mendes defendeu Dias Toffoli, relator do inquérito do Banco Master, alegando que sua atuação respeita o devido processo legal e foi analisada pela PGR.
  • Toffoli é alvo de críticas por suspeitas de conflito de interesse no caso, incluindo decisões que interferiram em investigações da PF e relações com investigados.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, evitou comentar condutas individuais, mas defendeu a criação de um código de ética para as Cortes superiores, indicando maioria favorável.
  • A Operação Compliance Zero da PF investiga fraudes de até R$ 17 bilhões envolvendo o Banco Master e seus ex-diretores, como Daniel Vorcaro.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público defender o colega Dias Toffoli, que tem sido alvo de críticas por sua atuação como relator no inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Mendes afirmou que a conduta de Toffoli observa o devido processo legal e que sua permanência no caso foi reconhecida como regular pela Procuradoria-Geral da República (PGR). As suspeitas de conflito de interesse atribuídas a Toffoli incluem decisões que teriam interferido no trabalho da Polícia Federal e relações com investigados, como a compra de um resort por um cunhado de Daniel Vorcaro, um dos banqueiros envolvidos, e uma viagem em jatinho com o advogado do banco.

Em meio à polêmica, o presidente do STF, Edson Fachin, evitou avaliar condutas individuais de ministros, mas defendeu a criação de um código de ética para as Cortes superiores. Fachin indicou que o debate sobre o código ganhou força após as suspeitas envolvendo Toffoli e que há uma maioria favorável à sua adoção. A investigação sobre o Banco Master, que tramita no STF devido à citação de um deputado federal com foro privilegiado, apura a concessão de créditos falsos que podem somar até R$ 17 bilhões, conforme a Operação Compliance Zero deflagrada pela PF.

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