O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o arquivamento da ação de suspeição contra o ministro Dias Toffoli para atuar nas investigações do Banco Master. A decisão foi proferida pelo ministro Edson Fachin, então relator da arguição de suspeição, que considerou haver "perda de objeto", uma vez que Toffoli não é mais o relator do processo. O caso foi redistribuído para o ministro André Mendonça. A decisão de arquivamento por Fachin ocorreu no sábado, 21 de fevereiro.
A arguição de suspeição havia sido aberta em 10 de fevereiro, após um relatório da Polícia Federal apontar menções a Toffoli em conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado por fraudes de R$ 12 bilhões. Toffoli optou por deixar a relatoria em 12 de fevereiro, após uma reunião com Fachin para apresentar o relatório da PF. Ministros do STF haviam manifestado que não havia motivo para reconhecer a suspeição de Toffoli, validando seus atos na relatoria da Reclamação n. 88.121 e processos vinculados.
Apesar da decisão coletiva da Corte, Toffoli abriu mão da relatoria em respeito aos "altos interesses institucionais". A reunião para discutir o caso foi convocada por Fachin após a PF encontrar as menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro. Toffoli havia sido criticado por permanecer na relatoria devido a irregularidades em um fundo ligado ao Banco Master que comprou participação em um resort de propriedade de seus familiares.
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