Cerca de 20 ministros do governo Lula devem se desincompatibilizar até abril de 2026 para concorrer nas próximas eleições, visando fortalecer a base aliada no Congresso e Senado.
Mais de vinte ministros do atual governo Lula estão se preparando para deixar seus cargos nos próximos meses, com o objetivo de disputar as eleições de 2026. A movimentação é estratégica e visa fortalecer a base aliada do governo no Congresso Nacional e no Senado, um passo crucial para a governabilidade e para um possível quarto mandato do presidente. A legislação eleitoral impõe que os ministros se desincompatibilizem até abril de 2026, seis meses antes da votação, para estarem aptos a concorrer.
Entre os nomes que avaliam candidaturas estão Fernando Haddad, que considera disputar o Senado ou o governo de São Paulo, e Gleisi Hoffmann, que mudou seus planos a pedido de Lula para concorrer ao Senado pelo Paraná. Camilo Santana também pondera deixar a pasta da Educação para atuar nas campanhas de reeleição de Lula e do governador do Ceará. Outros ministros como Simone Tebet, Rui Costa e Marina Silva são cotados para diversas vagas eletivas, indicando uma ampla reconfiguração política no cenário nacional.