O presidente Lula confirmou Geraldo Alckmin como seu vice para a reeleição e anunciou uma reforma ministerial com 14 trocas, motivada pelo prazo de desincompatibilização eleitoral para as eleições de 2026.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou Geraldo Alckmin como seu candidato a vice-presidente na chapa que buscará a reeleição em outubro de 2026. O anúncio foi feito durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, marcando um passo importante na preparação para as eleições. Alckmin, que atualmente ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), deverá deixar a pasta para se dedicar à campanha, afirmando que "a gente não escolhe como servir na vida pública", indicando flexibilidade em sua função política. O presidente e o vice não precisam renunciar aos seus mandatos para concorrer à reeleição. A Secom informou que os substitutos para o MDIC e a Secretaria de Relações Institucionais ainda não foram definidos.
A confirmação ocorre em um período de movimentação no governo, com o Palácio do Planalto divulgando 14 trocas em ministérios nesta terça-feira (31). As mudanças são decorrentes do prazo de desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (4), seis meses antes das eleições gerais de outubro de 2026. A desincompatibilização é um mecanismo legal para garantir o equilíbrio da disputa eleitoral, evitando o uso da máquina pública, e afeta chefes do Poder Executivo e ministros. Pelo menos 18 dos 37 ministros do governo deixarão seus cargos para concorrer a cargos eletivos. Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) já publicou oito exonerações e nomeações no primeiro escalão, incluindo as saídas de Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) para disputar as eleições. Fávaro tentará reeleição como senador por Mato Grosso e Teixeira buscará seu sexto mandato consecutivo como deputado federal por São Paulo.
Lula optou por nomear apenas pessoas que já estão na Esplanada para garantir a continuidade dos trabalhos, afirmando que não nomeará novos ministros, e as pastas serão ocupadas por membros da equipe atual. A Secom divulgou a lista dos novos ministros que assumirão as pastas. Entre as mudanças ministeriais anunciadas, Miriam Belchior assumirá o comando da Casa Civil, substituindo Rui Costa, que deixará a pasta para disputar uma vaga de senador pela Bahia. Fernando Haddad também deixará o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan. André de Paula (Pesca e Aquicultura) assume o Ministério da Agricultura e Pecuária, mantendo a pasta com o PSD, enquanto Rivetla Edipo Araujo Cruz assume a Pesca e Aquicultura. Fernanda Machiaveli, secretária-executiva, assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Outros ministros que deixarão seus cargos incluem Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente), que será substituída por João Paulo Ribeiro Capobianco. Leonardo Barchini assume a Educação, George Santoro os Transportes e Tomé Barros Monteiro da Franca Portos e Aeroportos. Antônio Vladimir Lima assume as Cidades, Janine Mello dos Santos Direitos Humanos e Cidadania, Paulo Henrique Cordeiro Penna o Esporte, Rachel Barros de Oliveira a Igualdade Racial e Eloy Terena os Povos Indígenas. Além das mudanças ministeriais, o presidente também indicou Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A estratégia eleitoral do governo será comparar as realizações da gestão atual com o governo anterior de Jair Bolsonaro.
Durante a reunião, Lula criticou a mercantilização da política, afirmando que a política "piorou muito", "virou negócio" e que os cargos têm um "preço alto". Ele mencionou que todos têm parcela de culpa na degradação da política por não propor as mudanças necessárias, mas acredita que a situação pode ser corrigida pela política, enfatizando a necessidade dos ministros serem candidatos para mudar o cenário político, com o apoio da população. Cargos como presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais estarão em disputa em outubro de 2026.
G1 Política • 1 abr, 02:00
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