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Pedro Alliana

Pedro Alliana é o presidente do Paraguai desde 6 de novembro de 2026, quando assumiu depois que o Senado destituiu Santiago Peña na crise do Ueno Bank. Do Partido Colorado, foi vice desde 2023, governador de Ñeembucú e presidente da Câmara. Completa o mandato até 15 de agosto de 2028, com Antonio Barrios de vice. A Câmara rejeitou por 48 a 30 a acusação contra ele, e a AP diz que os promotores também o investigam.

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Foto: Presidência de Taiwan / CC BY 2.0

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Quem é Pedro Alliana

Pedro Alliana é o presidente do Paraguai desde 6 de novembro de 2026. Vice desde 15 de agosto de 2023, assumiu no mesmo dia em que o Senado destituiu Santiago Peña pela crise do Ueno Bank, e completa o mandato até 15 de agosto de 2028. Político do Partido Colorado, de 52 anos, foi governador do departamento de Ñeembucú, deputado, presidente da Câmara e presidente do partido, ligado ao movimento Honor Colorado, de Horacio Cartes. O ABC Color o conta como o 52º presidente do país e o 11º da era democrática.

Seu nome completo é Hércules Pedro Lorenzo Alliana Rodríguez, e ele é conhecido pelo apelido de "Mangui". Antes da política, era comerciante em Pilar, a cidade onde nasceu.

Pedro Alliana assume a presidência do Paraguai?

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Após impeachment, vice de Peña deve assumir o governo do Paraguai | CNN 360°

Sim. Alliana assumiu em 6 de novembro de 2026 e fica até 15 de agosto de 2028, sem nova eleição. Foi assim, no horário de Assunção, igual ao de Brasília:

  • A renúncia de Peña não valeu. Ele a anunciou em 5 de novembro, mas a sessão conjunta do Congresso que a votaria ficou sem quórum, depois da saída de deputados colorados. O cronograma daquele dia previa uma sessão para o juramento de Alliana, que não ocorreu.
  • O Senado destituiu Peña. Às 18h55 de 6 de novembro, os 44 senadores presentes o condenaram por mau desempenho (BBC, El Nacional).
  • A posse. Às 19h45, em sessão conjunta aberta às 19h33, ele jurou (ABC Color, Infobae). No discurso, falou em um plano de racionalização do gasto público e disse que vai cuidar dos problemas do país, principalmente dos clientes do banco (ABC Color). Pediu "templanza y humildad" (Cadena 3). Pelo ABC Color, o passo seguinte era ir ao Palácio de López assinar o primeiro decreto, com o novo ministro do Interior e outros secretários. Os nomes não constavam das coberturas até as 20h30.
  • O novo vice. Pelo artigo 234 da Constituição, se o cargo vaga nos dois últimos anos do mandato, o Congresso escolhe o substituto por maioria absoluta, 63 dos 125 parlamentares. Por volta das 20h10, elegeu o senador Antonio Barrios, nome proposto pelo Partido Colorado, que jurou em seguida (ABC Color, Hoy). Sobre o gabinete, Barrios disse que "o presidente vai escolher" (Clarín).

Na véspera, segundo o El País, Alliana estava sem agenda de governo, à espera do desfecho. Na Plaza de Armas, manifestantes pediram depois da posse que ele também seja investigado, segundo o Extra.

Alliana e a crise do Ueno Bank

Em 4 de novembro de 2026, 35 deputados apresentaram duas acusações, uma contra Peña e outra contra Alliana. Os autores são a oposição e colorados dissidentes. A acusação contra o vice tinha quatro eixos, segundo a Última Hora:

  • Blindagem: teria usado o papel de ligação entre o Executivo e o Congresso para barrar pedidos de informação e investigações sobre o banco e o Banco Central.
  • Conflito de interesses: teria coordenado a aprovação da Lei 7.236/2024, que tirou restrições à passagem de ex-funcionários públicos para o setor financeiro regulado.
  • Fundos de aposentadoria: teria avalizado no Conselho de Ministros a aplicação de recursos do Instituto de Previsão Social (IPS) em títulos do banco.
  • Omissão: teria se calado sobre o excesso de crédito do banco a empresas ligadas, acima do limite legal de 20%.

O texto citou ainda declarações públicas dele ao suspender a pré-candidatura presidencial, e os autores lembraram que ele exerceu a Presidência por mais de 250 dias, nas viagens de Peña. São acusações, não fatos comprovados na Justiça. Segundo a AP, os promotores têm investigação aberta que também o alcança.

Em 5 de novembro, a Câmara rejeitou a acusação por 48 votos a 30. Os 48 votos vieram das três bancadas coloradas, e os 30, da oposição. O deputado Raúl Benítez disse que Alliana "foi cúmplice" e que se gestava a impunidade dele; a deputada colorada Rocío Abed afirmou que o vice cumpriu plenamente suas funções constitucionais. Com a rejeição, o pedido foi arquivado, e Alliana ficou livre para assumir. Em 3 de novembro, ainda vice, ele tinha pedido ao banco central "mano firme" e prioridade aos clientes, e na véspera pusera em pausa a pré-candidatura presidencial (ABC Color).

Alliana e Horacio Cartes

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Pedro Alliana confirma que ya no es candidato de Honor Colorado: Cartes designa a Juan Carlos Baruja

Alliana subiu na política com o apoio de Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai e presidente do Partido Colorado. Foi Cartes quem deu a ele estrutura e influência para vencer a eleição interna do partido em 2015, segundo a ABC Color, e é ele quem o chama de "Mangui".

A relação rachou em 2026, na disputa pela candidatura presidencial de 2028. Cartes havia escolhido Alliana como candidato do Honor Colorado, com o ministro Juan Carlos Baruja como vice, anunciado em 15 de setembro. Alliana se aproximou dos governadores colorados e disse que escolheria o próprio vice. Em 13 de outubro, Cartes comunicou que ele já não era o candidato, e Baruja passou a ser tratado como presidenciável. Os 15 governadores colorados declararam apoio unânime a Alliana. Em 18 de outubro, Baruja anunciou que não integraria nenhuma chapa, e Honor Colorado ficou sem candidato definido.

Na crise de novembro, Cartes retirou o apoio a Peña e defendeu a destituição dele, e a bancada colorada rejeitou a acusação contra Alliana. Em 5 de novembro, os dois se reuniram na sede do partido para tratar da sucessão, segundo a ABC Color, citada pelo La Nación argentino.

Trajetória política

Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0

Alliana vem de uma família ligada ao Partido Encontro Nacional e filiou-se ao Partido Colorado em 2000. Foi candidato a prefeito de Pilar em 2006 e perdeu. Em 2008, aos 33 anos, foi eleito governador de Ñeembucú, cargo que ocupou até 2013.

Eleito deputado por Ñeembucú em 2013 e reeleito em 2018, ficou na Câmara até 2023 e a presidiu entre 2019 e 2022. Foi eleito presidente do Partido Colorado em julho de 2015, com o apoio de Cartes e contra Mario Abdo Benítez, e comandou o partido de 2016 a janeiro de 2023, quando Cartes o sucedeu. Em 30 de abril de 2023, venceu a eleição como vice na chapa de Peña.

Formação e vida pessoal

Alliana nasceu em Pilar em 19 de fevereiro de 1974. É licenciado em relações internacionais pela Universidade Autônoma San Sebastián. Jogou basquete na juventude e integrou a seleção paraguaia em 1991. É casado com Fabiana Souto, deputada desde agosto de 2023, e tem quatro filhos.

Seu irmão Rodolfo foi sequestrado e morto em outubro de 2003. Em dezembro de 2018, Alliana foi diagnosticado com leucemia e fez quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, no Brasil. Voltou ao Paraguai em março de 2019, dizendo-se curado.

Polêmicas

O jornal ABC Color cunhou a expressão "clã Alliana" para os familiares dele em cargos públicos, entre eles a filha Montserrat, contratada na Câmara em 2023, a mulher, o cunhado e primos na usina de Yacyretá. O Ministério Público abriu uma investigação sobre nepotismo. Alliana nega ter influído na contratação da filha, e sua defesa diz que os fatos não são crime e que as denúncias têm motivação política.

Linha do tempo

  • 19 de fevereiro de 1974: nasce em Pilar.
  • 2008: é eleito governador de Ñeembucú.
  • 2013: é eleito deputado.
  • Julho de 2015: vence a eleição para a presidência do Partido Colorado.
  • Julho de 2019: assume a presidência da Câmara, até 2022.
  • 15 de agosto de 2023: toma posse como vice-presidente.
  • 13 de outubro de 2026: Cartes comunica que ele deixa de ser o candidato de Honor Colorado em 2028.
  • 4 de novembro de 2026: 35 deputados apresentam a acusação contra ele e contra Peña.
  • 5 de novembro de 2026: a Câmara rejeita a acusação contra ele por 48 a 30; Peña anuncia a renúncia, que não é aceita, e o Senado abre o julgamento.
  • 6 de novembro de 2026: o Senado destitui Peña por 44 votos, Alliana toma posse como presidente, e Antonio Barrios é eleito vice.

Perguntas frequentes

Quem é Pedro Alliana? É o presidente do Paraguai desde 6 de novembro de 2026, do Partido Colorado. Foi vice de Santiago Peña desde 2023, governador de Ñeembucú e presidente da Câmara e do partido.

Pedro Alliana já é presidente do Paraguai? Sim, desde 6 de novembro de 2026, quando o Senado destituiu Peña. Ele completa o mandato até 15 de agosto de 2028.

Qual é o partido de Pedro Alliana? A Associação Nacional Republicana, o Partido Colorado, no movimento Honor Colorado.

Qual a relação de Alliana com Horacio Cartes? Cartes impulsionou a carreira dele no Partido Colorado, mas em outubro de 2026 retirou o apoio à candidatura dele à Presidência em 2028.

Pedro Alliana é acusado no caso Ueno Bank? A Câmara rejeitou por 48 a 30, em 5 de novembro de 2026, a acusação de juicio político contra ele, e o pedido foi arquivado.

Quem é o vice de Alliana? Antonio Barrios, senador colorado e ex-ministro da Saúde, eleito pelo Congresso em 6 de novembro de 2026.

Qual é a formação de Pedro Alliana? É licenciado em relações internacionais pela Universidade Autônoma San Sebastián.

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