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Heineken

A Heineken é a cervejaria holandesa fundada em 1864, segunda maior do mundo e do Brasil, onde tem marcas como Amstel, Eisenbahn e Kaiser. Desde 1º de outubro de 2026 é comandada pelo brasileiro Rafael Oliveira. Depois de investir R$ 6 bilhões em fábricas, enfrentou queda do consumo, mas voltou a crescer no país no terceiro trimestre de 2026. Em novembro assinou a compra da Better Drinks, dona da Praya, que depende do Cade.

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Foto: Mtcv / CC BY-SA 3.0

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O que é a Heineken

A Heineken é uma cervejaria holandesa fundada em 1864 em Amsterdã, a segunda maior do mundo, e também o nome da sua cerveja mais conhecida. No Brasil, onde chegou em 2010, é a segunda maior cervejaria, atrás da Ambev, e dona de marcas como Amstel, Eisenbahn, Devassa, Kaiser e Schin.

  • Empresa: Heineken N.V., com ações na bolsa de Amsterdã e controle da família Heineken por meio da Heineken Holding.
  • Comando global: o brasileiro Rafael Oliveira é o presidente executivo desde 1º de outubro de 2026.
  • Comando no Brasil: Maurício Giamellaro é o presidente da Heineken Brasil.
  • Tamanho: vendeu 76 milhões de hectolitros no terceiro trimestre de 2026 e tinha cerca de 88 mil funcionários em fevereiro de 2026.

História

A empresa nasceu em 15 de fevereiro de 1864, quando Gerard Adriaan Heineken, então com 22 anos, comprou a cervejaria De Hooiberg, em Amsterdã. O nome da família passou à companhia em 1873. Em 1886, um aluno de Louis Pasteur desenvolveu no laboratório da empresa a levedura "Heineken A", ainda usada na cerveja.

Henry Pierre Heineken, filho do fundador, dirigiu o negócio de 1917 a 1940. O neto, Freddy Heineken, recomprou ações para devolver o controle à família, comandou a expansão mundial e presidiu o conselho executivo de 1971 a 1989. Em 1968 a empresa se fundiu à maior rival holandesa, a Amstel. A cervejaria original de Amsterdã, fechada em 1988, virou o museu Heineken Experience.

Nas décadas seguintes, o grupo cresceu por aquisições: parte da Scottish & Newcastle em 2008, a divisão de cerveja da mexicana Femsa em 2010, a americana Lagunitas entre 2015 e 2017, e a sul-africana Distell em 2023. Desde a fusão de AB InBev e SABMiller, em 2016, é a número dois do mundo.

Heineken no Brasil

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Inauguração HEINEKEN Passos 2025 | Passos Brewery Opening 2025

A Heineken Brasil é hoje o segundo grupo cervejeiro do país. A marca já circulava por aqui sob licença da Kaiser desde 1990, mas o grupo só entrou como dono em 2010, ao comprar a operação de cerveja da Femsa.

O salto veio em 2017. A compra da Brasil Kirin, antiga Schincariol, por 664 milhões de euros, acrescentou 12 fábricas e as marcas Schin, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn e Itubaína. O Cade aprovou o negócio em maio daquele ano. A Abir, associação do setor de bebidas, lista 15 fábricas e mais de 10 mil empregos no país. O executivo Maurício Giamellaro disse em 2025 que o Brasil é o maior mercado do mundo para as marcas Heineken e Amstel.

A fábrica de Passos

A fábrica de Passos (MG), inaugurada em 6 de novembro de 2025, custou R$ 2,5 bilhões, o maior investimento da empresa no país, e é a primeira que ela construiu do zero no Brasil. Começou com capacidade de 5 milhões de hectolitros por ano e foi desenhada para chegar a 15 milhões, o que a tornaria a maior do grupo no país. Produz Heineken e Amstel.

A obra fecha um ciclo de cerca de R$ 6 bilhões investidos desde 2019, que incluiu Ponta Grossa (PR), Jacareí (SP), Alagoinhas (BA) e Igarassu (PE). Antes, em 2021, a companhia desistiu de construir em Pedro Leopoldo (MG), depois de o ICMBio barrar o projeto, próximo ao sítio arqueológico onde foi encontrado o crânio de Luzia.

Volume em queda e recuperação

A capacidade nova chegou com o consumo em baixa. O mercado brasileiro de cerveja encolheu quase 5% em 2025 e cerca de 5% no primeiro semestre de 2026, segundo estimativas do BTG citadas pelo Brazil Journal. No semestre, o volume da Heineken no país caiu um dígito médio.

No terceiro trimestre de 2026 o volume voltou a crescer um dígito médio, e a receita líquida subiu de 14% a 16%, segundo o Estadão. O diretor financeiro global, Harold van den Broek, disse que ainda está "cauteloso com os volumes no Brasil e no México" por causa do frio e das incertezas econômicas.

A compra da Better Drinks

A Heineken Brasil assinou em novembro de 2026 a compra do controle da Better Drinks, dona da cerveja Praya, da água em lata Mamba Water e do chá Baer-Mate. O negócio depende de aprovação do Cade. A empresa não divulgou o valor; o NeoFeed apurou R$ 500 milhões em dinheiro, parte depois da aprovação e o restante em até 24 meses.

A Better Drinks foi criada em 2022 por Felipe Della Negra e Felipe Szpigel. A Heineken comprou uma fatia minoritária em 2024 e assumiu a distribuição das marcas, que saltou de 10 mil para mais de 60 mil pontos de venda em um ano, segundo a companhia. Em seguida passou a fabricar a Praya e, em janeiro de 2026, a Mamba.

Marcas da Heineken

Foto: Brodie319 / domínio público

O portfólio no Brasil vai do premium ao popular e inclui refrigerante e água.

FaixaMarcas
Puro malte e premiumHeineken, Heineken 0.0, Heineken Ultimate, Amstel, Eisenbahn
PopularKaiser, Bavaria, Schin, Devassa
Outras cervejasSol, Glacial, No Grau, Baden Baden, Lagunitas
Sem cervejaÁgua Schin, Itubaína, Skinka
Distribuídas, com compra em análise no CadePraya, Mamba Water, Baer-Mate

Marcas globais do grupo incluem ainda Tiger, Birra Moretti e Desperados.

Heineken 0.0 e Ultimate: a aposta em menos álcool

A Heineken 0.0 é a versão sem álcool da marca e já responde por quase 10% das vendas da Heineken no Brasil, segundo Giamellaro. A Heineken Ultimate, lançada no Brasil em maio de 2026, tem 3,5% de álcool, 97 calorias e não tem glúten. O Brasil foi o mercado escolhido para a estreia, com preço de R$ 6,49 a lata e R$ 7,29 a long neck em São Paulo, no lançamento.

A estratégia responde a uma mudança de hábito. No primeiro semestre de 2026, o volume do grupo em bebidas de baixo ou nenhum teor alcoólico subiu 12%, contra 1,6% do total. Em outubro de 2026, a empresa avisou pubs britânicos de que remédios como Ozempic e Wegovy podem reduzir a vontade de beber e as vendas de cerveja, segundo o Guardian.

Quem é Rafael Oliveira, o CEO da Heineken

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Heineken names outsider as CEO, tasked with boosting sales

Rafael Oliveira é um executivo carioca de 51 anos, primeiro presidente de fora da casa a comandar a cervejaria. Assumiu em 1º de outubro de 2026 no lugar de Dolf van den Brink, que anunciou a saída em janeiro e deixou o cargo em 31 de maio, depois de quase seis anos.

Estudou economia na PUC-Rio, fez MBA em Chicago, trabalhou dez anos no Goldman Sachs, mais uma década na Kraft Heinz e, desde novembro de 2024, presidia a JDE Peet's, de café. A ação da Heineken subiu 2,2% no dia do anúncio, em 23 de junho. Em suas primeiras declarações, ele disse que a empresa "tem bases sólidas", mas não consegue transformá-las em crescimento consistente.

Resultados e cortes

No terceiro trimestre de 2026 a Heineken vendeu 4,8% mais em volume orgânico, acima do esperado, com alta nas quatro regiões. A receita somou 9,56 bilhões de euros, alta de 9,7%, e a receita líquida ajustada, 8,09 bilhões, avanço orgânico de 4,6%. A cerveja premium cresceu 11,5%. A empresa manteve a projeção de alta orgânica de 2% a 6% do lucro operacional em 2026.

Em fevereiro de 2026 o grupo anunciou o corte de 5 mil a 6 mil postos em dois anos, até 7% da folha, dentro do plano EverGreen 2030, que busca economizar de 400 milhões a 500 milhões de euros por ano. Cerca de 3 mil vagas saíram no primeiro semestre.

Patrocínios

A Heineken liga a marca a esporte e música, mas está mudando de palco.

  • Champions League: a Stella Artois, da AB InBev, assume o patrocínio a partir da temporada 2027/2028, no lugar da Heineken.
  • Rock in Rio: a parceria de 15 anos acabou em 13 de setembro de 2026. A cervejaria segue com a organizadora Rock World, e a Eisenbahn patrocina o The Town de 2027.
  • Libertadores: a Amstel estendeu a parceria com a Conmebol em 2026.

Linha do tempo

  • 15 de fevereiro de 1864: Gerard Adriaan Heineken compra a De Hooiberg, em Amsterdã.
  • 1968: fusão com a Amstel.
  • 1988: fecha a cervejaria original de Amsterdã, hoje museu.
  • 2010: compra a divisão de cerveja da Femsa e entra no Brasil como dona da operação.
  • 2017: compra a Brasil Kirin e vira a segunda maior do país.
  • 6 de novembro de 2025: inaugura a fábrica de Passos (MG).
  • 11 de fevereiro de 2026: anuncia corte de até 6 mil empregos.
  • 1º de outubro de 2026: Rafael Oliveira assume o comando global.
  • 4 de novembro de 2026: a Heineken Brasil informa a compra da Better Drinks.

Perguntas frequentes

De onde é a Heineken?

Da Holanda. A empresa foi fundada em Amsterdã em 1864 e chegou ao Brasil como dona de operação em 2010.

Quem é o dono da Heineken?

A Heineken N.V. tem ações em bolsa e é controlada pela família Heineken, por meio da Heineken Holding.

Quem é o CEO da Heineken?

O brasileiro Rafael Oliveira, desde 1º de outubro de 2026. No Brasil, o presidente é Maurício Giamellaro.

A Heineken Ultimate é sem glúten?

Sim. A Ultimate, lançada no Brasil em maio de 2026, não tem glúten, tem 3,5% de álcool e 97 calorias.

Quais marcas são da Heineken no Brasil?

Heineken, Amstel, Eisenbahn, Devassa, Kaiser, Bavaria, Schin, Glacial e Sol, entre outras. A compra da Better Drinks acrescenta Praya, Mamba Water e Baer-Mate, se o Cade aprovar.

Onde fica a fábrica da Heineken em Minas Gerais?

Em Passos, no sul do estado, inaugurada em novembro de 2025.

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