Visão geral
O Desenrola Adimplentes é um programa do Governo Federal do Brasil lançado em 29 de junho de 2026 por meio de Medida Provisória. Trata-se de uma expansão do Novo Desenrola Brasil, voltado à prevenção da inadimplência entre trabalhadores informais com histórico recente de adimplência. O objetivo principal é oferecer linhas de crédito subsidiado com juros reduzidos (de até 1,99% ao mês) para permitir a troca de dívidas mais caras por condições mais favoráveis, preservando a capacidade de pagamento desse público que enfrenta dificuldades de acesso ao crédito em condições justas.
A iniciativa foca em cidadãos na informalidade que mantêm obrigações financeiras em dia ou com atraso de no máximo 90 dias, público não contemplado em fases anteriores do programa.
Linha do tempo
- Maio de 2026: Governo anuncia estudos para uma fase do Desenrola voltada a adimplentes, com previsão de lançamento para fim de maio ou início de junho.
- 4 de maio de 2026: Publicação da Medida Provisória nº 1.355, que institui o Novo Desenrola Brasil para renegociação de dívidas em atraso.
- 29 de junho de 2026: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina Medida Provisória que cria o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedores; lançamento oficial no Palácio do Planalto.
Antecedentes
O Desenrola Adimplentes surge como complemento ao Novo Desenrola Brasil, programa lançado em maio de 2026 para renegociação de dívidas de pessoas com renda de até cinco salários mínimos. Enquanto a fase anterior priorizava inadimplentes, a nova etapa busca atuar preventivamente junto a bons pagadores informais, que pagam juros elevados (entre 6% e 12% ao mês em alguns casos) e correm risco de migrar para a inadimplência.
Objetivos e público-alvo
O programa visa reduzir o risco de inadimplência, promover o acesso a crédito mais sustentável e incentivar a adimplência entre trabalhadores informais. São excluídos do público-alvo trabalhadores com vínculo CLT, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS.
Regras e condições
- Destinado a operações de crédito pessoal não consignado.
- Requer histórico de pagamento de pelo menos quatro parcelas da dívida original.
- Dívidas elegíveis: saldo devedor de até R$ 15 mil (em algumas modalidades), com atraso máximo de 90 dias.
- Nova linha de crédito com taxa máxima de 1,99% ao mês.
- Limites e prazos variam conforme as instituições financeiras participantes.
- Estimativa de custo fiscal de R$ 4 bilhões para o governo.
O programa também contempla ações relacionadas ao Fies para estudantes adimplentes (Fies Empreendedores).
Implementação
A medida é implementada por meio de Medida Provisória e envolve bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A adesão ocorre por meio das instituições financeiras participantes, com possibilidade de portabilidade de dívidas.
