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Acidente ferroviário na Espanha 2026

Colisão entre dois trens de alta velocidade em 28 de outubro de 2026 na linha Madri-Sevilha, perto de Urda, na província de Toledo: um AVE da Renfe atingiu por trás um trem da Iryo que estava parado. Até as 11h47 (horário de Brasília), o governo de Castilla-La Mancha contava ao menos 68 mortos e mais de 100 feridos. O governo aponta falha no sistema LZB seguida de erro no centro de controle de Atocha.

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Foto: Juanma Jiménez/Europa Press via AP

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Visão geral

O acidente ferroviário de 28 de outubro de 2026 na Espanha foi a colisão entre dois trens de alta velocidade na linha Madri-Sevilha, entre Los Yébenes e Urda, na província de Toledo (Castilla-La Mancha). Um AVE da estatal Renfe atingiu por trás um trem da empresa privada Iryo que estava parado na via, no quilômetro 118 da linha. Até as 11h47 de 28 de outubro (horário de Brasília), o governo de Castilla-La Mancha contava ao menos 68 mortos, número publicado pelo elDiario.es e pela RTVE; o balanço oficial subiu ao longo do dia (30, depois 64, depois 68) e pode mudar. Às 14h de Madri, o governo regional registrava 108 feridos.

É o segundo choque entre trens na rede de alta velocidade espanhola em 2026, depois do acidente de Adamuz (Córdoba), em 18 de janeiro, que matou 46 pessoas.

Onde foi

A colisão aconteceu no ponto quilométrico 118 da linha de alta velocidade Madri-Andaluzia, entre o posto de Mora e Orgaz e a estação de Urda. Vagões descarrilaram e dois caíram por um barranco. A gestora da rede, a Adif, suspendeu a circulação de trens entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia, sem previsão de retomada, e abriu pontos de atendimento a passageiros em Madri, Córdoba e Sevilha.

Os trens envolvidos

  • Iryo 6076, da empresa privada Iryo, de Madri-Puerta de Atocha para Sevilha-Santa Justa. Saiu às 7h54 (hora de Madri) com 147 passageiros, três tripulantes, um atendente de bar e um maquinista, segundo a própria Iryo.
  • AVE 2080, da Renfe (trem da série 103), no mesmo trajeto, com 397 passageiros, segundo a porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla.

Ao todo viajavam 544 pessoas nos dois trens. A Iryo informou que seu trem "recebeu um golpe na parte traseira" às 8h48; o ministro dos Transportes, Óscar Puente, situou o impacto às 8h53, e o elDiario.es, às 8h54.

Mortos e feridos

O número de mortos foi revisado várias vezes em 28 de outubro: o El País publicou ao menos 30 pela manhã; o governo de Castilla-La Mancha passou a 64 no início da tarde e a ao menos 68 às 15h47 de Madri (11h47 em Brasília). Até as 14h de Madri, 108 feridos haviam sido contados; 58 estavam em hospitais de Toledo, Ciudad Real, Madri, Albacete e Alcázar de San Juan, 15 deles em estado muito grave. No balanço provisório da Proteção Civil publicado pelo El Español às 15h43 de Madri (11h43 em Brasília), eram ao menos 68 mortos e mais de 179 feridos.

A ex-ministra do Emprego Fátima Báñez, presidente da Fundação CEOE, viajava em um dos trens, segundo a confederação patronal; no início da tarde, fontes do Partido Popular disseram à RTVE que ela não havia sido localizada.

O Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha montou no tribunal de instrução de Orgaz um centro de atendimento a vítimas e familiares, com o telefone +34 925 317 020.

Causa e investigação

A causa ainda não foi determinada oficialmente. A versão do governo, dada por Óscar Puente em entrevista em 28 de outubro, é esta: por volta das 8h30, uma falha de comunicação em três computadores derrubou o LZB, o sistema que supervisiona a velocidade dos trens, num trecho de 63 quilômetros, e todos os trens desse trecho pararam automaticamente. O controle passou ao centro de controle da Adif em Atocha. Às 8h36, o centro mandou o AVE retomar a marcha normal, embora o Iryo estivesse parado no mesmo cantão (trecho de bloqueio) e o sinal estivesse vermelho. Entre 8h36 e o impacto, o AVE percorreu 25 quilômetros. Puente chamou a ordem de "inexplicável" e disse que o operador que a deu está identificado.

O El País relatou que o Iryo, por motivo ainda não esclarecido, não conseguiu arrancar quando os trens foram liberados. Fontes ferroviárias ouvidas pelo El Español estimam que o AVE batia a mais de 100 km/h, o que só os registradores de bordo (as "caixas-pretas") vão confirmar.

Há duas investigações em paralelo. A técnica é dos três investigadores da antiga Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF), hoje parte da autoridade independente que investiga acidentes ferroviários, marítimos e aéreos; ela não atribui culpa e, no caso de Adamuz, ainda não concluiu o relatório final. A criminal é da Polícia Judiciária da Guarda Civil, com reforço da UCO, que vai ouvir maquinistas, tripulantes e passageiros, com o mesmo protocolo usado em Adamuz.

Reações

O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou que iria a Urda e disse que "não é aceitável para a Espanha ter dois acidentes de trem em um ano" e que o governo responderá "com contundência". Perguntado se renunciaria, Óscar Puente disse que naquele momento pensava em gerir a situação, não em si mesmo. Os partidos, com exceção do Vox, suspenderam a agenda da pré-campanha para as eleições gerais de 29 de novembro de 2026. A Comunidade de Madri decretou três dias de luto oficial, e o governo de Castilla-La Mancha ativou seu plano de emergência (PLATECAM). O Itamaraty prestou solidariedade às famílias das vítimas.

Outros acidentes ferroviários na Espanha

  • Adamuz (Córdoba), 18 de janeiro de 2026: um trem Iryo que ia de Málaga a Madri descarrilou e invadiu a via ao lado, onde bateu num Alvia da Renfe que seguia para Huelva. Morreram 46 pessoas. Foi o primeiro choque entre dois trens na rede de alta velocidade espanhola.
  • Angrois, Santiago de Compostela, 24 de julho de 2013: um Alvia da Renfe que ia de Madri a Ferrol entrou a 191 km/h numa curva com limite de 80 km/h e descarrilou. Morreram 80 pessoas. Em julho de 2024, a Justiça condenou o maquinista e o diretor de segurança da Adif.

A Espanha tem a maior rede de alta velocidade da Europa. A rede é administrada pela estatal Adif e operada pela Renfe e por empresas privadas, como a Iryo.

Linha do tempo

  • 18 de janeiro de 2026: acidente de Adamuz mata 46 pessoas na linha Madri-Andaluzia.
  • 28 de outubro de 2026, cerca de 8h30 (Madri): falha no sistema LZB para os trens num trecho de 63 km.
  • 28 de outubro de 2026, 8h36: o centro de controle de Atocha manda o AVE 2080 retomar a marcha.
  • 28 de outubro de 2026, entre 8h48 e 8h54: o AVE atinge por trás o Iryo 6076, parado perto de Urda.
  • 28 de outubro de 2026, tarde: o governo de Castilla-La Mancha eleva o balanço a ao menos 68 mortos; Madri decreta três dias de luto.

Perguntas frequentes

Onde foi o acidente de trem na Espanha?

Na província de Toledo, em Castilla-La Mancha, no quilômetro 118 da linha de alta velocidade Madri-Sevilha, entre Los Yébenes e Urda, em 28 de outubro de 2026.

Quantos mortos teve o acidente de trem na Espanha?

Até as 11h47 de 28 de outubro de 2026 (horário de Brasília), ao menos 68 mortos, segundo o governo de Castilla-La Mancha, e mais de 100 feridos. O número ainda pode mudar.

Quais trens bateram?

Um AVE da Renfe (o 2080, com 397 passageiros) bateu na traseira de um trem da Iryo (o 6076, com 147 passageiros), que estava parado. Os dois faziam o trajeto Madri-Sevilha.

O que causou o acidente?

A investigação ainda está no começo. O governo espanhol aponta uma falha no sistema de segurança LZB seguida de um erro humano: o centro de controle de Atocha mandou o AVE seguir com o sinal vermelho e o Iryo parado à frente.

O acidente tem relação com o de Córdoba?

São acidentes diferentes na mesma linha Madri-Andaluzia. O de Adamuz, em Córdoba, foi em 18 de janeiro de 2026, quando um Iryo descarrilou e bateu num Alvia da Renfe; morreram 46 pessoas.

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