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Senado do Paraguai destitui Santiago Peña após colapso do Ueno Bank

O Senado paraguaio destituiu Santiago Peña em 6 de novembro por mau desempenho, e o Ministério Público ordenou sua prisão domiciliar.

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Foto: Época Negócios
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08/11 às 08:32, atualizado 11:15

Pontos principais

  • O Senado paraguaio destituiu Santiago Peña do cargo de presidente em 6 de novembro por mau desempenho de suas funções.
  • O Ministério Público ordenou a prisão domiciliar de Peña e de Carlos Carvallo por suspeitas de lesão de confiança na causa penal nº 92/2026.
  • O vice-presidente Pedro Alliana, membro do Partido Colorado, assumiu a presidência do país após a saída de Peña.
  • O Ueno Bank, que administrava US$ 800 milhões em recursos públicos, sofreu intervenção do Banco Central por insolvência.
  • O empresário Miguel Vázquez, acionista majoritário do grupo controlador do banco, foi preso durante as investigações.

O Senado do Paraguai, constituído em Tribunal, destituiu o presidente Santiago Peña em 6 de novembro após votação unânime que o declarou culpado por mau desempenho de suas funções. O processo, conduzido sob a Resolução Nº 825/2015, seguiu a acusação formal de sete deputados. Peña não compareceu à sessão e teve seu pedido de prorrogação de 72 horas para a defesa rejeitado pelo plenário, enquanto seus advogados alegaram a nulidade do procedimento.

Simultaneamente, o Ministério Público paraguaio ordenou a prisão domiciliar de Santiago Peña e de Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, conforme a Resolução Fiscal nº 7. A medida integra a causa penal nº 92/2026, que apura crimes de lesão de confiança relacionados ao colapso do Ueno Bank. O banco, que detinha cerca de US$ 800 milhões em fundos de previdência e saúde, foi alvo de intervenção do Banco Central por indícios de insolvência, resultando também na prisão do empresário Miguel Vázquez.

Após a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana, também filiado ao Partido Colorado, assumiu a chefia do Executivo. Analistas políticos locais indicam que a sucessão mantém a estabilidade do Partido Colorado e a orientação externa de alinhamento aos Estados Unidos, tratando a crise como um evento de raízes internas no sistema financeiro e político paraguaio.

Fontes primárias

Cámara de Senadores del Paraguay

Senado destituye a Santiago Peña tras declararlo culpable en juicio político

Em sessão extraordinária presidida pelo senador Basilio Núñez, a Câmara Alta (constituída em Tribunal) declarou o presidente da República, Santiago Peña, culpado por mau desempenho de suas funções e o separou do cargo, conforme o juízo político e a Resolução Nº 825/2015. A votação foi nominal e unânime entre os senadores presentes. Os fiscais acusadores foram sete deputados, com base na Resolução Nº 5.896/2026 da Câmara dos Deputados. Peña pediu prorrogação de 72 horas para exercer sua defesa; o plenário rejeitou o pedido. Ele não compareceu, e a defesa técnica alegou que o processo era nulo e que o presidente já havia apresentado renúncia. A sessão foi encerrada às 18h58 de 6 de novembro de 2026.

Ministerio Público (Paraguai)

Fiscalía ordenó la detención de Santiago Peña y Carlos Carvallo

Os agentes fiscais da equipe que atua nas causas do caso Ueno Bank ordenaram a detenção de Santiago Peña Palacios e Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, na causa penal nº 92/2026, por presunta prática de lesão de confiança e outros fatos puníveis. A medida consta da Resolução Fiscal de Detenção nº 7, de 6 de novembro de 2026, e a Nota nº 97 pediu à Comandância da Polícia Nacional que a cumpra. Segundo a disposição, Peña deve permanecer detido em seu domicílio até ser colocado à disposição do Ministério Público na Unidade Especializada de Delitos Econômicos e Anticorrupção; Carvallo deve ficar detido na dependência que a Comandância determinar. Os fiscais pediram que o resultado seja comunicado imediatamente e que os detidos sejam apresentados à autoridade competente no prazo legal.

Vídeo

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Santiago Peña es destituido como presidente de Paraguay

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