Shell poderá assumir controle da Raízen em aumento de até R$ 39,8 bilhões
A Raízen, no Brasil, aprovou aumento de capital de até R$ 39,796 bilhões em que a Shell é a principal aportante, o que pode dar a ela o controle da companhia.
Pontos principais
- A Shell subscreve até R$ 3,5 bilhões em dinheiro, em até 7 bilhões de ações ordinárias e 7 bilhões de preferenciais classe B.
- Para a homologação parcial, é preciso subscrever ao menos 14 bilhões de ações, quantidade igual à subscrição da Shell.
- Preço de R$ 0,25 por ação e R$ 0,50 por Unit; a Raízen diz que ele vem dos termos do plano, não da cotação, e representa deságio de 7,4% sobre o fechamento de 5 de novembro (R$ 0,27) e de 28,6% sobre a média de 30 pregões (R$ 0,35).
- Quem não exercer a preferência, entre 9 de novembro e 8 de dezembro, terá diluição de cerca de 57% se só a quantidade mínima for subscrita, e de até 94% se a máxima for.
- A Aguassanta, ligada ao presidente do conselho, Rubens Ometto Silveira Mello, e controladora da Cosan, pode aportar até R$ 500 milhões se aderir.
- A Cosan não exercerá, nos termos do plano, seu direito de preferência nas preferenciais classe B.
- Os recursos em dinheiro não vão aos credores: até R$ 4,5 bilhões (R$ 5 bilhões se a Aguassanta aderir) vão ao capital de giro, e o excedente, 70% à dívida financeira e 30% ao capital de giro.
- O capital social sobe de R$ 6,86 bilhões para até R$ 46,66 bilhões.
- Se o aumento não for homologado, o dinheiro é devolvido em até dois dias úteis, sem juros ou correção monetária.
A Raízen, companhia brasileira, aprovou o aumento como parte da implementação do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de afiliadas, homologado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O aumento de capital é condição suspensiva para a eficácia do plano. Parte dele é paga por credores que capitalizam créditos sujeitos ao plano e recebem Units, sem entrada de dinheiro na companhia.
A Shell e a Cosan integram o atual grupo de controle, segundo a própria Raízen. Pelos termos aprovados, o aumento só é homologado se a Shell ficar sozinha com a maioria das preferenciais classe B emitidas nele; nesse caso, ela passa a exercer os direitos que o estatuto atribui a essa classe. Com a homologação, também valem a eleição de um novo conselho de administração e a reforma estatutária previstas no plano.
Os programas de Units, com o BTG Pactual como depositário, e de ADSs nível I, com o Citibank como banco depositário, foram aprovados sob condição resolutiva de não homologação. A companhia também aprovou a 5ª emissão de debêntures simples, a serem integralizadas por credores sujeitos ao plano.
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