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Shell poderá assumir controle da Raízen em aumento de até R$ 39,8 bilhões

A Raízen, no Brasil, aprovou aumento de capital de até R$ 39,796 bilhões em que a Shell é a principal aportante, o que pode dar a ela o controle da companhia.

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Foto: AgFeed
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06/11 às 21:45, atualizado 22:45

Pontos principais

  • A Shell subscreve até R$ 3,5 bilhões em dinheiro, em até 7 bilhões de ações ordinárias e 7 bilhões de preferenciais classe B.
  • Para a homologação parcial, é preciso subscrever ao menos 14 bilhões de ações, quantidade igual à subscrição da Shell.
  • Preço de R$ 0,25 por ação e R$ 0,50 por Unit; a Raízen diz que ele vem dos termos do plano, não da cotação, e representa deságio de 7,4% sobre o fechamento de 5 de novembro (R$ 0,27) e de 28,6% sobre a média de 30 pregões (R$ 0,35).
  • Quem não exercer a preferência, entre 9 de novembro e 8 de dezembro, terá diluição de cerca de 57% se só a quantidade mínima for subscrita, e de até 94% se a máxima for.
  • A Aguassanta, ligada ao presidente do conselho, Rubens Ometto Silveira Mello, e controladora da Cosan, pode aportar até R$ 500 milhões se aderir.
  • A Cosan não exercerá, nos termos do plano, seu direito de preferência nas preferenciais classe B.
  • Os recursos em dinheiro não vão aos credores: até R$ 4,5 bilhões (R$ 5 bilhões se a Aguassanta aderir) vão ao capital de giro, e o excedente, 70% à dívida financeira e 30% ao capital de giro.
  • O capital social sobe de R$ 6,86 bilhões para até R$ 46,66 bilhões.
  • Se o aumento não for homologado, o dinheiro é devolvido em até dois dias úteis, sem juros ou correção monetária.

A Raízen, companhia brasileira, aprovou o aumento como parte da implementação do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de afiliadas, homologado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O aumento de capital é condição suspensiva para a eficácia do plano. Parte dele é paga por credores que capitalizam créditos sujeitos ao plano e recebem Units, sem entrada de dinheiro na companhia.

A Shell e a Cosan integram o atual grupo de controle, segundo a própria Raízen. Pelos termos aprovados, o aumento só é homologado se a Shell ficar sozinha com a maioria das preferenciais classe B emitidas nele; nesse caso, ela passa a exercer os direitos que o estatuto atribui a essa classe. Com a homologação, também valem a eleição de um novo conselho de administração e a reforma estatutária previstas no plano.

Os programas de Units, com o BTG Pactual como depositário, e de ADSs nível I, com o Citibank como banco depositário, foram aprovados sob condição resolutiva de não homologação. A companhia também aprovou a 5ª emissão de debêntures simples, a serem integralizadas por credores sujeitos ao plano.

Fonte primária

Raízen / CVM

Fato Relevante — Aumento de Capital Privado, Instituição do Programa de Units, Programa de ADSs e Emissão de Debêntures (06/11/2026)

Conselho de Administração aprovou, por unanimidade e sem ressalvas, em reunião de 6 de novembro de 2026, aumento de capital privado de no mínimo R$ 3.500.000.000,00 e no máximo R$ 39.796.365.804,50, no contexto da implementação do Plano de Recuperação Extrajudicial homologado (processo 4037759-13.2026.8.26.0100, 3ª Vara de Falências de São Paulo). Preço de emissão de R$ 0,25 por ação e R$ 0,50 por Unit, em ações ordinárias, preferenciais classe A (para formação das Units) e preferenciais classe B. A Shell (Shell Brazil Holding B.V. ou afiliadas) subscreve e integraliza em moeda corrente até R$ 3.500.000.000,00; a Aguassanta, ligada ao presidente do conselho, até R$ 500.000.000,00, se aderir; a parte restante é paga por capitalização de créditos sujeitos ao Plano, via Units. Direito de preferência de 9 de novembro a 8 de dezembro de 2026, com data de corte em 6 de novembro de 2026. Homologação parcial admitida desde que subscritas no mínimo 14.000.000.000 de ações e a Shell detenha, isoladamente, a maioria das ações preferenciais classe B. Acionistas que não exercerem preferência terão diluição de aproximadamente 57% (caso subscrita a quantidade mínima) a até 94% (caso subscrita a quantidade máxima). Recursos em dinheiro destinados ao capital de giro e, em parte, ao pagamento ou amortização de endividamento financeiro. Também aprovados, sob condição resolutiva da não homologação: programa de Units, programa de ADSs Nível I e 5ª emissão de debêntures simples. Se o aumento não for homologado, os valores integralizados em dinheiro serão devolvidos sem juros ou correção monetária.

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