Comissões da Câmara dos EUA pedem explicações do CEO da Nvidia sobre espionagem
Três presidentes de comissões da Câmara dos EUA pedem que Jensen Huang compareça a um briefing fechado em 18 de novembro sobre suas interações com uma executiva da Megaspeed.
Pontos principais
- Três presidentes de comissões da Câmara dos EUA pedem que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, compareça a um briefing fechado em 18 de novembro, em Washington.
- Os signatários são Brian Mast (Comitê de Relações Exteriores), John Moolenaar (Comitê Selecionado sobre o PCC) e Rick Crawford (Comitê de Inteligência).
- A carta pede resposta até 11 de novembro, com aceite da data ou proposta de outra durante sessão do 119º Congresso.
- O briefing tratará dos protocolos de segurança da Nvidia contra espionagem de adversários estrangeiros e das interações de Huang com Alice Huang.
- A carta não acusa Huang de irregularidade e diz que o Congresso ainda precisa determinar em que medida a segurança nacional dos EUA foi posta em risco.
A carta, datada de 4 de novembro, pede que o CEO da Nvidia compareça à sala 2172 do Rayburn House Office Building, em Washington. O encontro é a portas fechadas e, segundo a carta, tratará dos protocolos da empresa contra espionagem e das interações de Huang com Alice Huang, executiva da Megaspeed que a carta descreve como ativo de inteligência da República Popular da China, conforme reportagens públicas.
Segundo o Financial Times, autoridades americanas acreditam que Huang e Alice Huang mantinham um relacionamento amoroso, e um memorando de inteligência sobre a executiva circulou entre um grupo restrito de autoridades. Huang já afirmou que sua relação com ela é um contato comercial comum, e a Nvidia diz não compartilhar informações sigilosas com clientes de computação em nuvem.
A Megaspeed, sediada em Singapura, é investigada por suspeita de desviar processadores avançados da Nvidia para a China ou de permitir que clientes chineses os acessem remotamente pela nuvem. A empresa nega ter violado restrições comerciais, e a Nvidia afirma não ter encontrado evidências de irregularidades nas próprias vendas. Até o momento, o governo chinês e autoridades de Singapura negaram as acusações de espionagem envolvendo a executiva.
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