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CEO da Nvidia foi alvo de suposta espiã chinesa, diz jornal

Autoridades dos EUA investigam se a executiva Alice Huang usou sua proximidade com Jensen Huang para repassar inteligência estratégica a Pequim.

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Foto: G1 - Economia
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29/10 às 06:31, atualizado 16:34

Pontos principais

  • Agências de inteligência dos EUA identificaram Alice Huang, executiva da Megaspeed, como possível agente chinesa.
  • A suspeita teria utilizado um relacionamento próximo com o CEO da Nvidia, Jensen Huang, para obter informações confidenciais.
  • A Megaspeed, sediada em Singapura, é investigada por suspeita de contrabando de chips da Nvidia para a China.
  • Reportagem do New York Times afirma que o presidente Donald Trump foi alertado sobre o caso há um ano.
  • Trump teria optado por não tomar medidas imediatas para evitar impactos nas relações comerciais e nas vendas da Nvidia.
  • A Nvidia negou as acusações, classificando as interações de seu CEO como contatos comerciais de rotina.
  • A empresa afirmou que a Megaspeed é um cliente regional e que não houve acesso a segredos de segurança nacional.
  • Investigações anteriores sobre a Megaspeed por contorno de controles de exportação foram descartadas no ano passado.
  • A embaixada chinesa em Washington refutou as alegações, descrevendo-as como difamações infundadas.
  • O Departamento de Justiça dos EUA assumiu a investigação sobre as atividades da Megaspeed e suas afiliadas.

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos identificaram uma possível trama de espionagem envolvendo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e uma executiva chinesa identificada como Alice Huang. A suspeita, que ocupava cargo de comando na empresa de data centers Megaspeed, é apontada como um ativo de inteligência de Pequim. O monitoramento sugere que ela teria utilizado sua proximidade com o executivo para obter informações estratégicas sobre os planos da companhia e o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial.

Segundo reportagem do New York Times, o presidente Donald Trump foi informado sobre as suspeitas há cerca de um ano. Fontes indicam que o governo americano optou por não tomar medidas drásticas na época, temendo que uma intervenção direta prejudicasse as relações comerciais com a China e impactasse negativamente as vendas da Nvidia. Até o momento, não há evidências de que Jensen Huang tivesse conhecimento das supostas atividades de espionagem de sua interlocutora.

A Nvidia rebateu as alegações, sustentando que as interações de seu CEO com Alice Huang faziam parte de uma rotina normal de negócios com clientes regionais. A empresa enfatizou que não houve vazamento de segredos comerciais ou de segurança nacional e que a Megaspeed é tratada como qualquer outro parceiro comercial. A companhia também destacou que investigações prévias sobre a Megaspeed, focadas em possíveis violações de controles de exportação, foram encerradas sem a comprovação de irregularidades.

O caso ganha contornos mais complexos devido ao papel da Megaspeed no mercado global de hardware. Registros apontam que empresas afiliadas à companhia adquiriram bilhões de dólares em equipamentos da Nvidia entre 2024 e 2026, levantando preocupações sobre o destino final desses componentes. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos assumiu a condução das investigações sobre a empresa, enquanto a embaixada da China em Washington classificou as acusações como difamações infundadas.

O episódio ocorre em um momento de alta sensibilidade na política tecnológica entre Washington e Pequim. Enquanto a Nvidia busca manter sua liderança global em chips de IA, o governo americano mantém restrições rigorosas sobre a exportação de tecnologia avançada para o mercado chinês. A Casa Branca, a CIA e a NSA não comentaram oficialmente os detalhes da vigilância, mantendo o foco das apurações sobre as atividades da executiva e a integridade da cadeia de suprimentos da gigante de tecnologia.

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