Ameaças falsas de bomba afetam mais de 65 voos e emissoras na Europa
O número de voos impactados por alertas falsos de bomba na Europa subiu para 65, enquanto emissoras de TV também enfrentam ameaças coordenadas.
Pontos principais
- O total de voos comerciais alvos de ameaças de bomba subiu para pelo menos 65 após novos incidentes.
- O Eurocontrol confirmou que 14 voos foram ameaçados na quinta-feira e sete na terça-feira.
- Caças militares foram acionados na Hungria para escoltar aeronaves após o recebimento de ameaças.
- Emissoras de TV como a RTÉ, Sky e Nova TV foram evacuadas após receberem ameaças com a frase 'o relógio está correndo'.
- Nenhum explosivo foi encontrado em qualquer uma das inspeções realizadas pelas autoridades em aeronaves ou estúdios.
- A Comissão Europeia ativou mecanismos de compartilhamento de informações para a segurança da aviação sob coordenação da EASA.
- O comissário europeu de Transportes, Apostolos Tzitzikostas, classificou as ameaças contra civis como inaceitáveis.
- O governo irlandês classificou os episódios como uma possível campanha coordenada de perturbação.
- Autoridades ainda não estabeleceram uma ligação definitiva entre as ameaças feitas às companhias aéreas e aos veículos de mídia.
O setor aéreo europeu enfrenta um período de alta tensão após uma onda de ameaças falsas de bomba que impactou ao menos 65 voos comerciais ao longo desta semana. Além dos incidentes registrados anteriormente em Praga, Sófia, Lisboa, Roma, Madri e Varsóvia, novos alertas forçaram procedimentos de segurança rigorosos e o desvio de aeronaves adicionais. O Eurocontrol informou que, embora os incidentes representem uma fração mínima do tráfego aéreo total, a recorrência de 14 voos ameaçados na quinta-feira e sete na terça-feira exige atenção constante das autoridades. Em todas as inspeções realizadas, nenhum explosivo ou objeto suspeito foi encontrado, gerando um cenário onde passageiros demonstram frustração com as interrupções recorrentes.
Os episódios, que forçaram pousos não programados e a mobilização de caças militares em países como França, Bulgária, Itália e Hungria, seguem sob investigação. O governo da Irlanda, por meio do primeiro-ministro Micheál Martin, classificou formalmente os incidentes como parte de uma provável campanha coordenada de perturbação, reforçando que a segurança pública é a prioridade. Embora e-mails tenham sido assinados por supostos integrantes do grupo extremista 'Male State', a organização negou publicamente qualquer envolvimento direto, enquanto autoridades italianas classificam os episódios como uma estratégia deliberada para gerar caos no continente.
Paralelamente, a onda de ameaças atingiu veículos de comunicação na Irlanda, Reino Unido e Bulgária, incluindo a emissora pública RTÉ, a rede Sky e a Nova TV. Os estúdios precisaram ser evacuados após receberem alertas contendo a mensagem de que “o relógio está correndo”, o que causou a suspensão da programação da RTÉ por até três horas. As autoridades nacionais ainda não estabeleceram uma ligação definitiva entre as ameaças feitas às companhias aéreas e as direcionadas aos veículos de mídia, mantendo o foco em possíveis motivações políticas ou táticas de desestabilização.
Diante da recorrência dos incidentes, o comissário europeu de Transportes, Apostolos Tzitzikostas, declarou que qualquer ameaça contra civis é inaceitável e que a segurança dos cidadãos é a prioridade absoluta da Comissão. O órgão acompanha a situação em contato direto com os Estados-membros e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). O mecanismo de compartilhamento de informações da União Europeia foi ativado para reforçar a segurança, enquanto as autoridades nacionais seguem investigando a origem das mensagens para mitigar novos riscos à aviação civil e à infraestrutura de comunicação.
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