Procurador de Évreux investiga se piloto da Aer Lingus recusou pouso
Na França, o procurador de Évreux apura se o piloto do voo Dublin-Roma da Aer Lingus recusou inicialmente pousar na base aérea local após um alerta de bomba, e dois caças foram enviados para obrigá-lo a pousar.
Pontos principais
- O voo da Aer Lingus ligava Dublin a Roma e foi desviado para a base aérea 105 de Évreux-Fauville, no norte da França, após um alerta de bomba.
- O A320 pousou às 10h04 de quinta-feira (5), escoltado por um Rafale e um Mirage 2000 da Força Aérea e Espacial.
- Segundo o procurador Rémi Coutin, o piloto, de nacionalidade irlandesa, teria recusado a princípio vir para a base, e foi preciso que as autoridades aéreas militares enviassem dois caças para obrigá-lo a pousar.
- O serviço de comunicação do primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirma que o piloto não cooperou como esperado com as autoridades, e que o premiê ordenou a interceptação.
- Coutin diz que ainda não tem confirmação dos motivos: as informações que recebeu “ainda não são suficientemente oficiais”.
- O piloto foi ouvido na quinta-feira à tarde pela gendarmaria, em audição livre e sem custódia (garde à vue); o copiloto deve passar pelo mesmo regime.
- Se ficar comprovado que a conduta não esteve de acordo com a lei, Coutin pode levar o piloto ao tribunal correcional de Évreux por uma ou mais infrações, que ele não especificou.
- Os 151 passageiros e as quatro comissárias seguiram de ônibus para Roissy-Charles de Gaulle, onde embarcaram em outro voo na mesma noite.
Na França, o procurador da República de Évreux, Rémi Coutin, apura se o piloto recusou pousar na base aérea local depois do alerta de bomba. A recusa ainda não está confirmada, e Coutin diz que pretende dar mais detalhes nesta sexta-feira (6).
Na quinta-feira (5), ao menos 27 voos foram afetados por ameaças de bomba na Europa, segundo a Reuters, com interrupções em Londres, Copenhague, Dublin e Helsinque. O governo britânico classificou os episódios como “ameaças falsas mal-intencionadas”, enquanto o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, disse que pareciam ser alarmes falsos. O comissário europeu Apostolos Tzitzikostas afirmou ser cedo para concluir se os incidentes estão relacionados, e a União Europeia acionou seu mecanismo de compartilhamento de informações sobre segurança.
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