Mulher relata impacto de diagnóstico genético de Alzheimer precoce
Laura Sides, que vive em Melbourne, na Austrália, descobriu por teste genético que herdou uma variante rara de Alzheimer de início precoce, e a previsão médica é de sintomas entre os 46 e os 48 anos.
Pontos principais
- Laura Sides realizou o teste genético após o diagnóstico de seu pai.
- O exame confirmou a herança do gene associado ao Alzheimer de início precoce.
- A previsão médica é de que os sintomas surjam entre os 46 e 48 anos.
- Aos 43 anos, Sides participou de estudos clínicos antes e depois do diagnóstico.
- A genética está presente em cerca de 10% dos casos de Alzheimer precoce.
- Segundo a BBC Radio 4, a forma rara responde por apenas 1% dos casos de Alzheimer no mundo.
Laura Sides, de 43 anos, que vive em Melbourne, na Austrália, compartilhou sua experiência após descobrir, por meio de um teste genético, que herdou uma variante rara de Alzheimer de início precoce. A decisão de fazer o exame veio depois do diagnóstico de seu pai, e o médico que a atendeu previu que, se ela tivesse o gene, os primeiros sintomas surgiriam entre os 46 e os 48 anos. Segundo a BBC Radio 4, no programa Life Changing, essa forma responde por apenas 1% dos casos de Alzheimer no mundo. Especialistas explicam que a doença é caracterizada pelo acúmulo de proteínas beta-amiloide e tau no cérebro, causando danos celulares progressivos.
Sides participou de estudos clínicos em vários países, antes e depois de receber o diagnóstico. Ela diz que a experiência a transformou e afirma que conhecer alguém e começar um novo relacionamento tornou-se difícil. Segundo especialistas, a genética desempenha um papel em cerca de um em cada dez casos de Alzheimer precoce, e o relato de Sides destaca os desafios emocionais e práticos enfrentados por quem recebe previsões sobre doenças neurodegenerativas.
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