Secretário de Defesa dos EUA enfrenta risco de impeachment
A Câmara dos Representantes pode votar na próxima semana o impeachment de Pete Hegseth, proposto pelo deputado Thomas Massie com oito artigos que vão além da guerra no Irã.
Pontos principais
- A Câmara dos Representantes pode votar na próxima semana o impeachment de Pete Hegseth, proposto pelo deputado republicano Thomas Massie.
- Massie anunciou em 15 de setembro que forçaria a votação e listou oito artigos de acusação contra o secretário.
- Três artigos invocam a Lei de Poderes de Guerra de 1973: a guerra no Irã sem autorização do Congresso, a continuidade após a ordem de retirada das duas Casas (H. Con. Res. 86) e a permanência além do prazo de 60 dias da lei, mais os 30 de retirada.
- Os demais artigos tratam de ataques letais a supostos traficantes no mar, que Massie atribui a pelo menos 221 mortes, e de descumprir leis que reduzem vítimas civis.
- Os três últimos artigos tratam da retaliação contra o senador Mark Kelly por fala protegida pela Constituição, da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de Cilia Flores, e de uma operação militar não autorizada no Iêmen.
- A derrota republicana nas eleições de meio de mandato intensificou a busca por culpados dentro do partido.
- Donald Trump e J.D. Vance reconheceram que a guerra no Irã e a alta dos combustíveis impactaram o resultado eleitoral.
- Especula-se a substituição de Hegseth antes de janeiro ou sua possível candidatura ao Senado pelo Tennessee.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, enfrenta um cenário político instável após a derrota do governo Trump nas eleições de meio de mandato. O processo de impeachment tem como eixo a guerra no Irã, conflito que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e à alta dos preços dos combustíveis, mas a acusação do deputado Thomas Massie não se limita ao Irã.
Trump mantém apoio público a Hegseth, e o Departamento de Guerra nega qualquer irregularidade, afirmando que o secretário cumpre as leis éticas vigentes.
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