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Deputado Thomas Massie apresenta resolução de impeachment contra Pete Hegseth

O deputado republicano acusa o secretário de Defesa de conduzir operações militares ilegais no Irã sem a devida autorização do Congresso.

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Foto: Times Brasil
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15/09 às 14:01, atualizado 16/09 às 07:02

Pontos principais

  • Thomas Massie protocolou uma resolução privilegiada para forçar uma votação de impeachment contra Pete Hegseth.
  • A acusação central aponta violações da Lei dos Poderes de Guerra em operações no Irã, Iêmen e Venezuela.
  • Massie alega que as ações militares ultrapassaram o limite legal de 90 dias sem aprovação legislativa.
  • O Pentágono defendeu a gestão de Hegseth e reafirmou a unidade do departamento sob a administração Trump.
  • A iniciativa ocorre em um momento de tensão política antes das eleições de meio de mandato.

O deputado republicano Thomas Massie apresentou formalmente uma resolução na Câmara dos Estados Unidos pedindo o impeachment do secretário de Defesa, Pete Hegseth. A medida, que possui caráter privilegiado, permite que o parlamentar force uma votação completa no plenário. Massie sustenta que Hegseth violou a Constituição e a Lei dos Poderes de Guerra ao manter operações militares no Irã, Iêmen e Venezuela sem a autorização necessária do Legislativo.

Em sua argumentação, o deputado alega que as intervenções no Irã excederam o prazo legal de 90 dias permitido para ações sem aval do Congresso. Por outro lado, a Casa Branca defende que o conflito entrou em uma nova fase, o que reiniciaria a contagem do prazo legal, uma interpretação veementemente contestada por Massie. O Pentágono, em resposta, classificou Hegseth como um líder transformador e reiterou que o departamento permanece alinhado às diretrizes do presidente Donald Trump.

Este movimento de impeachment surge em um contexto político sensível, semanas antes das eleições de meio de mandato. A ação de Massie, que já havia enfrentado oposição de Hegseth e de Trump em sua primária eleitoral, coloca pressão sobre a maioria republicana na Câmara. O caso reacende o debate sobre os limites do Poder Executivo na condução de conflitos globais e a autoridade do Congresso sobre o uso da força militar.

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