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Melania Trump recebe representantes de Ucrânia e Rússia na Casa Branca

Melania Trump recebe na Casa Branca representantes de Kiev e Moscou envolvidos no cessar-fogo de Oleshky e defende trégua mais duradoura antes das conversas de Abu Dhabi.

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Foto: G1 Mundo
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05/11 às 08:45, atualizado 14:45

Pontos principais

  • Pela Rússia, estiveram Kirill Dmitriev, enviado especial de Putin, e Yana Lantratova, comissária de direitos humanos; pela Ucrânia, David Arakhamina, líder da bancada do partido Servo do Povo, e Dmytro Lubinets, comissário de direitos humanos do Parlamento.
  • Melania Trump diz que atuou como intermediária exclusiva aceita por Rússia e Ucrânia, em acordos escritos que os dois países assinaram em 23 de outubro.
  • Melania diz que soube da crise humanitária em Oleshky em setembro e enviou o representante Marc Beckman para negociar com os dois lados.
  • A Casa Branca atribui ao cessar-fogo a entrada de alimentos, água limpa e medicamentos na região e a saída de quase 800 pessoas de suas casas.
  • Zelensky concedeu a Melania a Ordem da Princesa Olga, Primeira Classe, o grau mais alto da honraria ucraniana.
  • Melania entregou cartas pessoais a Putin e Zelensky, para que Dmitriev e Arakhamina as levem aos presidentes.
  • Zelensky diz ter tido uma conversa de uma hora e meia com Steve Witkoff e Jared Kushner sobre a rodada de Abu Dhabi.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, recebeu nesta quinta-feira, na Casa Branca, representantes da Rússia e da Ucrânia para celebrar o cessar-fogo de seis dias em Oleshky, cidade no sul da Ucrânia ocupada pela Rússia. Ao discursar, ela disse que o cessar-fogo não seria possível sem Putin e Zelensky e pediu algo mais duradouro do que uma trégua temporária.

A Casa Branca considera que o encontro é a primeira vez na história americana em que uma primeira-dama reúne pessoalmente representantes de dois países em guerra. O encontro antecede a rodada trilateral entre EUA, Ucrânia e Rússia marcada para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi, a primeira no formato desde fevereiro.

Zelensky espera que o resultado das eleições de meio de mandato, em que os democratas assumiram a Câmara e o Senado, traga mais apoio financeiro e militar a Kiev. Segundo ele, isso pesaria sobre Putin e poderia levar a negociações de paz.

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