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França enfrenta greve geral e protestos contra custo de vida

As centrais CFDT, CGT, FO, Unsa e FSU convocaram greve e manifestações em toda a França para quinta-feira, 5 de novembro, enquanto o orçamento do próximo ano segue travado no Parlamento.

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Foto: NYTimes World
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05/11 às 02:30, atualizado 02:45

Pontos principais

  • As centrais CFDT, CGT, FO, Unsa e FSU chamam para quinta-feira, 5 de novembro, a greve e a manifestação de assalariados do setor público e do privado, jovens e aposentados.
  • Mais de 220 manifestações estão previstas no país, com centenas de milhares de pessoas esperadas nas ruas.
  • Ferrovias, aviação, correios, hospitais e professores devem aderir à greve.
  • As centrais pedem negociação salarial imediata em todas as empresas e setores, com igualdade salarial entre mulheres e homens, além de aumento das pensões, do Smic e do valor do ponto dos servidores.
  • Segundo os sindicatos, o projeto de orçamento do governo congela prestações sociais, reduz os recursos dos serviços públicos e congela os salários dos servidores.
  • As centrais defendem justiça fiscal, com tributação de patrimônios, heranças e dividendos, e a avaliação, o condicionamento e o redirecionamento dos 211 bilhões de euros em ajudas públicas.
  • As centrais consideram legítima a mobilização de secundaristas e universitários por melhores condições de estudo e defendem o direito de protestar pacificamente, respeitando a independência do movimento secundarista.
  • A dívida pública francesa aproxima-se de 120% do PIB.
  • O governo enfrenta dificuldades para aprovar um orçamento de austeridade em um Parlamento dividido.

A França enfrenta uma escalada de mobilizações nesta quinta-feira, em todo o território. As cinco centrais fizeram a convocação em comunicado de 5 de outubro, depois da greve do funcionalismo público de 29 de setembro, e a apresentam como uma nova etapa do movimento. Segundo as entidades, combustíveis, alimentos, aluguéis, gás e eletricidade sobem enquanto salários e pensões não acompanham, o país está à beira da recessão e os planos de demissão se multiplicam na indústria, no comércio e nos serviços.

As centrais alertam governo e patronato de que a situação do país é frágil e a revolta é imensa, e pedem respostas imediatas às urgências sociais e ambientais.

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