EUA impõem sanções a entidades e indivíduos ligados ao governo de Cuba
O Departamento de Estado dos EUA sancionou oito entidades e dois indivíduos ligados ao regime cubano, entre eles redes de transporte de petróleo e fornecedores militares chineses.
Pontos principais
- O Departamento de Estado designou oito entidades e dois indivíduos e identificou cinco navios como propriedade bloqueada.
- Os cinco navios, entre eles o Esperanza e o Gloria C, estão ligados à CAROIL, de Chipre, e à PETROMARCA, de Cuba, que operam petroleiros de bandeira cubana.
- Entre as estatais cubanas sancionadas estão a CubaElectrónica, importadora de equipamentos eletrônicos, e a TECNOSIME, de serviços técnicos e tecnológicos.
- As empresas chinesas CEIEC e Beijing H&C Technologies exportaram componentes e equipamentos militares para o MINFAR em 2026, por meio da Sociedad Mercantil Duna S.A.
- Any Rodríguez Lastres, filha da presidente do GAESA, foi sancionada como familiar adulta de uma pessoa já bloqueada e já atuou como diretora comercial do Terminal de Contenedores de Mariel, também sancionado pelos EUA.
- Guillermo Faustino Rodríguez López Calleja é apontado como parte de uma extensa rede de empresas de transporte marítimo de petróleo de e para Cuba.
Os Estados Unidos sancionaram entidades e indivíduos ligados ao regime cubano com base na Ordem Executiva 14404, de 1º de maio de 2026, que trata de repressão em Cuba e de ameaças à segurança nacional. Os alvos vão de transportadoras de petróleo e estatais a fornecedores militares chineses.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o regime depende de empresas estatais, joint ventures e intermediários offshore para manter seus sistemas funcionando. Para o Departamento de Estado, a ação faz parte de um esforço para encerrar as atividades nocivas do regime, em Cuba e em todo o hemisfério.
Em paralelo, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro (OFAC) passou a permitir sanções contra estrangeiros que atuem nos setores de manufatura, tecnologia, eletrônica e marítimo da economia cubana. O Departamento de Estado alerta que estrangeiros e instituições financeiras que negociem com os sancionados podem ser sancionados. O comércio humanitário segue autorizado, incluindo alimentos, medicamentos e equipamentos médicos.
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