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EUA impõem sanções a entidades e indivíduos ligados ao governo de Cuba

O Departamento de Estado dos EUA sancionou oito entidades e dois indivíduos ligados ao regime cubano, entre eles redes de transporte de petróleo e fornecedores militares chineses.

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Foto: Times Brasil
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05/11 às 18:45, atualizado 21:32

Pontos principais

  • O Departamento de Estado designou oito entidades e dois indivíduos e identificou cinco navios como propriedade bloqueada.
  • Os cinco navios, entre eles o Esperanza e o Gloria C, estão ligados à CAROIL, de Chipre, e à PETROMARCA, de Cuba, que operam petroleiros de bandeira cubana.
  • Entre as estatais cubanas sancionadas estão a CubaElectrónica, importadora de equipamentos eletrônicos, e a TECNOSIME, de serviços técnicos e tecnológicos.
  • As empresas chinesas CEIEC e Beijing H&C Technologies exportaram componentes e equipamentos militares para o MINFAR em 2026, por meio da Sociedad Mercantil Duna S.A.
  • Any Rodríguez Lastres, filha da presidente do GAESA, foi sancionada como familiar adulta de uma pessoa já bloqueada e já atuou como diretora comercial do Terminal de Contenedores de Mariel, também sancionado pelos EUA.
  • Guillermo Faustino Rodríguez López Calleja é apontado como parte de uma extensa rede de empresas de transporte marítimo de petróleo de e para Cuba.

Os Estados Unidos sancionaram entidades e indivíduos ligados ao regime cubano com base na Ordem Executiva 14404, de 1º de maio de 2026, que trata de repressão em Cuba e de ameaças à segurança nacional. Os alvos vão de transportadoras de petróleo e estatais a fornecedores militares chineses.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o regime depende de empresas estatais, joint ventures e intermediários offshore para manter seus sistemas funcionando. Para o Departamento de Estado, a ação faz parte de um esforço para encerrar as atividades nocivas do regime, em Cuba e em todo o hemisfério.

Em paralelo, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro (OFAC) passou a permitir sanções contra estrangeiros que atuem nos setores de manufatura, tecnologia, eletrônica e marítimo da economia cubana. O Departamento de Estado alerta que estrangeiros e instituições financeiras que negociem com os sancionados podem ser sancionados. O comércio humanitário segue autorizado, incluindo alimentos, medicamentos e equipamentos médicos.

Fonte primária

U.S. Department of State

Further Sanctions on the Cuban Regime's Foreign Military Support and Illicit Revenue Networks — Fact Sheet

O Departamento de Estado designa oito entidades e dois indivíduos e identifica cinco embarcações como propriedade bloqueada, todos sob a E.O. 14404. Rede de transporte marítimo de petróleo: Guillermo Faustino Rodríguez López Calleja, CAROIL Transport Marine Ltd (gerente comercial de petroleiros cubanos), Tentacool Commercial Inc, Internacional Marítima SA e Petróleos Marítimos del Caribe S.A. (PETROMARCA), com os navios Esperanza, Gloria C, Maria Cristina, Emilia e Lourdes. Elites: Any Rodríguez Lastres, filha da presidente do GAESA, designada como familiar adulta de pessoa já bloqueada. Empresas estatais cubanas: Empresa Importadora y Exportadora de Productos de la Electrónica y las Comunicaciones (CubaElectrónica) e Empresa Comercializadora de Servicios Técnicos y Tecnológicos (TECNOSIME). Fornecedores chineses: China National Electronic Import and Export Company (CEIEC) e Beijing H&C Technologies Co., que, segundo o texto, exportaram componentes e equipamentos militares para o MINFAR em 2026 via a Sociedad Mercantil Duna S.A., designada em 6 de agosto de 2026. O documento também informa que o OFAC determinou sanções contra estrangeiros que operem nos setores de manufatura, tecnologia, eletrônica e marítimo da economia cubana. Bens e interesses dos designados nos EUA ficam bloqueados; pessoas dos EUA não podem transacionar sem licença; estrangeiros e instituições financeiras são alertados de risco de sanção. Ajuda humanitária (alimentos, medicamentos, equipamentos médicos) continua autorizada.

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