Ações de Smart Fit, GPA e C&A sobem na B3 após resultados do 3T26
Mercado reage aos balanços do terceiro trimestre de 2026, com valorização de varejistas e queda de papéis de tecnologia e serviços financeiros.
Pontos principais
- Smart Fit registrou lucro líquido recorrente de R$ 248 mi no 3T26, alta de 40%, com receita líquida de R$ 2,3 bi (+29%).
- Pelo JPMorgan, o lucro por ação ajustado da C&A foi de R$ 0,18, acima da estimativa de R$ 0,15 do banco.
- GPA teve EBITDA ajustado de R$ 482 mi, alta de 16,9%, com margem de 11,7%.
- GPA registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 731 mi, com receita líquida de R$ 4,1 bi, queda de 9,6%.
- Méliuz teve queda de 22% na receita após fim de parceria com Casas Bahia.
- Mercado Livre sofreu pressão operacional devido a custos de frete e marketing.
O mercado financeiro brasileiro reagiu de forma distinta aos resultados do terceiro trimestre de 2026 divulgados pelas empresas listadas na B3. As ações da Smart Fit, GPA e C&A subiram após os balanços superarem as projeções dos analistas. A Smart Fit informa que sua rede chegou a 2.259 academias em 17 países e mantém a meta de 330 a 350 aberturas em 2026. O GPA informa que a alavancagem pro forma, considerando o plano de recuperação extrajudicial, caiu de 3,7x para 1,2x, e que o plano foi homologado judicialmente em outubro.
A C&A, cujas ações dispararam nesta quinta-feira, teve a C&A Pay como principal surpresa positiva, segundo analistas. A própria companhia informa que o lucro reportado, de R$ 170,3 mi, foi beneficiado por créditos de PIS e Cofins, e que o lucro líquido ajustado, sem esses efeitos não recorrentes, caiu 23,3%, para R$ 56,5 mi.
Em contrapartida, os papéis da Méliuz e do Mercado Livre recuavam no pregão, pressionados por números operacionais considerados fracos. A receita da Méliuz caiu com o fim da parceria com a Casas Bahia, e o Mercado Livre sentiu o aumento das despesas de marketing e dos custos de frete no Brasil.
Fontes primárias
Divulgação de Resultados 3T26 — Smart Fit (SMFT3)
Receita líquida de R$ 2,3 bi no 3T26, alta de 29% vs. 3T25. EBITDA ajustado recorde de R$ 763 mi (+30%), margem de 32,5%. Lucro líquido recorrente de R$ 248 mi (+40%), margem de 10,5%; lucro líquido reportado de R$ 255,3 mi (+50%). A rede chegou a 2.259 academias em 17 países (+21% vs. 3T25), com recorde de 392 adições em 12 meses, incluindo 30 unidades da Evolve consolidadas após a aquisição de controle em agosto. A companhia mantém o guidance de 330 a 350 aberturas em 2026, com cerca de 80% próprias, e diz que o ritmo está compatível com ele até o fim de outubro.
Release de Resultados 3T26 — GPA (PCAR3)
Receita líquida de R$ 4,1 bi no 3T26, queda de 9,6% vs. 3T25; vendas mesmas lojas recuaram 1,4%. EBITDA ajustado de R$ 482 mi, alta de 16,9%, com margem de 11,7% (+2,7 p.p.). Margem bruta de 30,7%, +3,1 p.p., puxada pela descontinuação do formato Aliados e pela nova sistemática do ICMS. Prejuízo líquido consolidado de R$ 731 mi, dos quais R$ 220 mi nas operações continuadas e R$ 511 mi nas descontinuadas. Captura de R$ 365 mi em eficiências no 9M26, 88% da meta anual. Alavancagem pro forma recua de 3,7x para 1,2x após a recuperação extrajudicial.
Release de Resultados 3T26 — C&A Modas (CEAB3)
Lucro líquido reportado de R$ 170,3 mi no 3T26 (vs. R$ 69,5 mi), beneficiado pelo reconhecimento de créditos fiscais de PIS e COFINS. Lucro líquido ajustado de R$ 56,5 mi, queda de 23,3%, com margem de 3,0%. EBITDA ajustado pós-IFRS 16 de R$ 317,6 mi (-4,7%); pré-IFRS 16, de R$ 191,2 mi (-8,4%). Receita líquida de vestuário de R$ 1,7 bi, alta de 2,6%, com a 21ª expansão trimestral consecutiva da margem bruta de vestuário (+0,6 p.p.). Receita do site e app cresceu 27,6%. A companhia lançou a estratégia Full Power para o ciclo 2027-2030.
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