Mercado reage a balanços do 2T26 e movimentações na B3
Investidores avaliam resultados trimestrais de empresas listadas e novos movimentos corporativos envolvendo Santander, Equatorial e Cyrela.
Pontos principais
- Bradesco superou expectativas com lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre de 2026.
- O Cade aprovou a aquisição de 30% da Copasa pela Equatorial Energia.
- Santander nomeou Daniel Bassan, ex-UBS, como novo vice-presidente de atacado e banco de investimento.
- Cyrela negocia a venda de ativos imobiliários avaliados em R$ 2,14 bilhões para o fundo TRXF11.
- O setor elétrico apresentou resultados heterogêneos, com destaque positivo para Engie, Copel e Axia Energia.
O mercado financeiro brasileiro repercute intensamente a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, marcada por desempenhos distintos entre os setores de serviços financeiros, varejo e energia. Entre os destaques, o Bradesco superou as projeções de analistas ao reportar um lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões. No varejo, o Mercado Livre registrou crescimento de 50% na receita, embora suas ações tenham sofrido pressão devido a margens brutas mais apertadas, enquanto a Riachuelo surpreendeu positivamente com um avanço de 7,8% nas vendas em mesmas lojas. No setor elétrico, empresas como Engie, Copel e Axia Energia demonstraram resiliência operacional, contrastando com a Auren, que enfrentou desafios estruturais e prejuízo líquido no período. Paralelamente às divulgações financeiras, o cenário corporativo foi movimentado por decisões estratégicas de grande porte. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a entrada da Equatorial no capital da Copasa, com a aquisição de 30% da companhia. Simultaneamente, a Cyrela avançou em negociações para alienar ativos imobiliários em uma transação avaliada em R$ 2,14 bilhões para o fundo TRXF11. No setor bancário, o Santander reforçou sua estrutura de liderança ao anunciar Daniel Bassan, ex-UBS, como novo vice-presidente de atacado e banco de investimento. A diversidade de resultados e as movimentações de M&A refletem um momento de ajuste de expectativas para os investidores na B3, que buscam identificar quais empresas mantêm disciplina financeira frente aos desafios macroeconômicos atuais.
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