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Preços do açúcar e do etanol sobem com chuvas e alta do dólar

Valorização do dólar e chuvas que atrasaram a colheita da cana impulsionaram a alta nos preços do açúcar e do etanol no mercado brasileiro.

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Foto: Canal Rural
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04/11 às 09:45

Pontos principais

  • Açúcar cristal: média de R$ 128,57 por saca de 50 kg entre 26 e 30 de outubro, a 15ª alta semanal seguida e a maior sequência desde 2020.
  • Açúcar cristal: de R$ 123,78 em 13 de outubro para R$ 128,35 em 30 de outubro, alta de 5,97% no mês; no dia 3 de novembro recuou 0,79%, para R$ 127,33 (US$ 23,21).
  • Etanol hidratado: R$ 2,8135 o litro na semana de 26 a 30 de outubro, alta de 2,68% sobre a semana anterior.
  • Etanol hidratado: média de R$ 2,72 o litro nas semanas cheias de outubro, 7,9% acima de setembro.
  • Etanol anidro: R$ 3,3997 o litro na semana de 26 a 30 de outubro, com alta de 0,14%; a média de outubro subiu 11,52% ante setembro.
  • Vendas de etanol hidratado das usinas paulistas: alta de 30,8% entre setembro e outubro, acima de 380 milhões de litros, o maior volume desde janeiro de 2024.

No Brasil, o açúcar e o etanol paulistas subiram em outubro, impulsionados pela valorização do dólar e pelas chuvas que atrasam a colheita e a moagem da cana. Segundo o Cepea/Esalq, a oferta restrita segue como principal fator de sustentação das cotações, e a alta do dólar intensificou o movimento na última semana do mês.

No etanol, os indicadores do Cepea são calculados sem frete e sem ICMS. Desde 10 de setembro, o governo federal zerou o PIS/Pasep e a Cofins sobre o hidratado, pelo Decreto nº 13.116, de 9 de setembro, com vigência até 9 de novembro. Até o dia 9, esses tributos somavam R$ 192,20 por metro cúbico, cerca de R$ 0,19 por litro, que o indicador descontava. Por isso, a média de setembro mistura dois critérios de cálculo.

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