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PF e Receita deflagram Operação Ifrit contra tráfico internacional

A PF e a Receita Federal cumprem 26 prisões e 76 buscas em sete estados contra uma organização transnacional de tráfico de drogas e armas, com participação de policiais, segundo a PF.

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Foto: Polícia Federal — Últimas Notícias
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04/11 às 08:46, atualizado 09:33

Pontos principais

  • A Operação Ifrit cumpre 26 mandados de prisão (25 preventivos e um temporário) e 76 de busca e apreensão.
  • As medidas são cumpridas em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
  • A PF investiga tráfico transnacional de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, atentados e homicídios.
  • O grupo atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai).
  • A investigação aponta participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal.
  • A Justiça Federal de Campo Grande determinou o afastamento de três policiais civis e a monitoração eletrônica de outros três investigados.
  • A PF não divulgou quantidades de drogas, armas ou dinheiro apreendidos.

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram a Operação Ifrit contra uma organização criminosa transnacional de tráfico de drogas e de armas. Autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande, a ação cumpre 26 mandados de prisão (25 preventivos e um temporário) e 76 de busca e apreensão em sete estados. Segundo a PF, o grupo é liderado por um núcleo familiar e associado a outros grupos criminosos.

A organização atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai), com ramificações em outros estados. Drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai e abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas destinadas à Europa, sobretudo Espanha e Portugal. Além do tráfico e da lavagem de dinheiro, o grupo é investigado por sequestros, torturas, atentados e homicídios. Segundo as investigações, usava armamento e veículos blindados para controle territorial e para intimidar rivais. A investigação aponta a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal.

A Justiça Federal determinou o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas e a monitoração eletrônica de outros três investigados. A PF não divulgou quantidades de drogas, armas ou dinheiro apreendidos.

Fonte primária

Polícia Federal

PF e RFB atuam contra organização criminosa em sete estados

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira (4/11) a Operação Ifrit, após autorização da Justiça Federal de Campo Grande, para combater uma organização criminosa. A operação cumpre medidas judiciais em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia: 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária, 3 medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas. A investigação apura uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a outros grupos, com participação de agentes públicos (policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal). O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos como sequestros, torturas, atentados e homicídios, usados para controle territorial e para intimidar rivais. Atuava principalmente na fronteira Ponta Porã/MS e Pedro Juan Caballero (Paraguai), com ramificações em outros estados. Segundo as investigações, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal. Não há quantidades apreendidas de drogas, armas ou dinheiro no comunicado.

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