Operação Cesura mira canal de contato de líder preso com a cúpula da facção
A FICCO/MS e o GAECO Nacional do MPF miram, com mandados no Rio de Janeiro, o canal por sobrinhos que, segundo a FICCO/MS, ligava um líder preso em Campo Grande (MS) à cúpula da organização em liberdade.
Pontos principais
- A Operação Cesura cumpre 1 mandado de prisão preventiva, 2 de prisão temporária e 2 de busca e apreensão em Rio de Janeiro e Belford Roxo (RJ).
- A 3ª Vara Federal de Campo Grande (MS) decretou as medidas, e a prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal, onde o investigado ficará custodiado.
- Segundo a FICCO/MS, dois sobrinhos do líder preso atuariam como mensageiros entre ele e integrantes da cúpula em liberdade.
- As provas vieram da Operação Red Fox, que apura tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pela fronteira norte do país.
- A análise de dados de uma das principais lideranças da facção, foragida da Justiça, revelou o papel dos sobrinhos.
- Um dos investigados visitava com frequência o líder preso em Campo Grande após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro.
- Mensagens indicam que integrantes da organização ainda reconhecem o líder preso como líder.
- Um dos investigados ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que, em princípio, é incompatível com a renda declarada.
- Foram apreendidos veículos e celulares.
A FICCO/MS e o GAECO Nacional do Ministério Público Federal deflagraram, no Brasil, a Operação Cesura para desarticular o canal de comunicação entre a liderança de uma organização criminosa de atuação nacional, custodiada na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), e integrantes da cúpula que permanecem em liberdade.
As investigações partiram de provas do GAECO do MPF no Rio de Janeiro, obtidas na Operação Red Fox. Segundo a FICCO/MS, a análise de dados de uma das principais lideranças da facção, foragida da Justiça, revelou que dois sobrinhos do líder preso atuariam como mensageiros.
Um dos investigados visitava com frequência o líder preso após contatos com a liderança foragida no Rio, e mensagens indicam que integrantes da organização ainda o reconhecem como líder. Outro ponto da investigação envolve um investigado que ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que, em princípio, é incompatível com a renda declarada.
