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Inflação na zona do euro atinge 4% em outubro, maior nível em três anos

A inflação anual na zona do euro subiu para 4,0% em outubro, impulsionada principalmente pelos custos de energia, segundo estimativa flash do Eurostat.

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Foto: WSJ World
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04/11 às 07:45, atualizado 09:33

Pontos principais

  • A inflação anual da zona do euro atingiu 4,0% em outubro, superando os 3,8% registrados em setembro.
  • O setor de energia apresentou a maior taxa anual, com alta de 20,8% ante 18,9% no mês anterior.
  • O índice de inflação dos serviços subiu para 3,3%, enquanto o de alimentos, álcool e tabaco alcançou 1,6%.
  • Bens industriais não energéticos registraram inflação de 1,2% em outubro.
  • O resultado marca o quarto mês consecutivo de aceleração inflacionária na região.
  • Autoridades de bancos centrais da Alemanha e da Itália sinalizaram a possibilidade de um novo aumento na taxa de juros em dezembro.
  • O cenário atual reforça a expectativa de um novo aperto monetário pelo Banco Central Europeu.

A inflação anual na zona do euro atingiu 4,0% em outubro, marcando o maior patamar registrado nos últimos três anos, conforme estimativa flash divulgada pelo Eurostat. O índice superou os 3,8% observados em setembro, consolidando uma trajetória de alta que persiste pelo quarto mês consecutivo na região. O principal motor dessa aceleração continua sendo o setor de energia, que registrou uma taxa anual de 20,8%, comparada aos 18,9% do mês anterior.

Além da pressão energética, outros componentes da cesta de consumo também apresentaram variações significativas. O setor de serviços subiu para 3,3%, enquanto o grupo de alimentos, álcool e tabaco avançou para 1,6%. Os bens industriais não energéticos registraram uma inflação de 1,2%. Analistas apontam que o aumento dos custos de energia está sendo agravado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, o que pressiona os preços em toda a cadeia produtiva europeia.

Diante desse cenário, crescem as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) adote medidas mais restritivas em sua próxima reunião. Autoridades monetárias da Alemanha e da Itália já sinalizaram a possibilidade de um novo aumento na taxa básica de juros em dezembro para conter a escalada dos preços. O mercado financeiro monitora de perto essas sinalizações, uma vez que a inflação subjacente permanece significativamente acima da meta de 2% estabelecida pelo BCE.

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